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Guardas e bombeiros de Guarapuava aprendem a resgatar animais silvestres com segurança

Profissionais que fazem os primeiros atendimentos em situações de resgate de animais participaram de uma capacitação prática no Câmpus Cedeteg da Universidade Estadual do Centro-Oeste, nos dias 6 e 7 de outubro. O treinamento reuniu servidores de secretarias municipais de meio ambiente, bombeiros e policiais ambientais de 18 municípios da região de Guarapuava.

A formação foi promovida pelo Instituto Água e Terra (IAT) e pela universidade, através do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras). O objetivo é preparar quem chega primeiro ao local de um resgate para garantir a segurança tanto dos profissionais quanto do animal, aumentando as chances de recuperação.

Segundo João Pedro dos Santos de Mello, biólogo e técnico do IAT, a região tem uma cobertura florestal preservada que resulta em encontros frequentes entre pessoas e fauna silvestre. “Cada vez mais esses animais aparecem nas áreas urbanas, seja circulando ou em situações como atropelamentos e ataques por cães. Isso tem aumentado a demanda por atendimento”, explica.

O que foi ensinado

A capacitação combinou teoria e prática. Os participantes aprenderam sobre a fauna silvestre do Paraná e da região, legislação de resgate e destinação de animais, funcionamento da rede de atendimento, biossegurança, técnicas de contenção, transporte e encaminhamento.

Na parte prática, instrutores demonstraram procedimentos específicos para diferentes grupos de animais, usando uma jararaca e uma cascavel do Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos. O treinamento permitiu que os profissionais praticassem o manejo seguro de serpentes peçonhentas, as mais frequentes em resgates.

Fernando Henrique de Matos, diretor de Operações da Defesa Civil de Campina do Simão, já participava de resgates mas não tinha formação técnica específica. “Quando receber um chamado para resgatar uma cobra, um gambá ou um morcego, vou conseguir trabalhar com muito mais segurança e com um procedimento adequado para aquele animal”, afirma.

Importância do primeiro atendimento

O Cetras recebe animais resgatados para avaliação, tratamento e reabilitação, com objetivo de devolvê-los à natureza sempre que possível. Apenas em 2026, 534 animais foram encaminhados para atendimento no local.

Rodrigo de Souza, coordenador do Cetras, destaca que a capacitação dos profissionais de resgate é fundamental para a sobrevivência dos animais. “Quando as equipes não são capacitadas, as chances de sobrevivência diminuem. Um atendimento correto desde o resgate pode evitar agravamentos e fazer diferença na recuperação”, explica.

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