Estudantes do Colégio Cívico-Militar Jardim Zeballos participaram, na terça-feira 22 de setembro, de uma conversa sobre saúde mental promovida pela Secretaria Municipal de Saúde de Guaíra como parte das ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio.
A atividade reuniu palestras nos períodos da manhã e da tarde, conduzidas por acadêmicos do 5º ano de Enfermagem da Universidade Paranaense (Unipar), em parceria com a equipe da Unidade de Saúde da Família (USF) Centro I. As apresentações foram direcionadas especificamente à linguagem e às questões relevantes para o público adolescente.
Durante os encontros, os jovens conversaram sobre a importância de reconhecer quando algo não vai bem emocionalmente e compreender que o sofrimento merece atenção mesmo sem sinais físicos aparentes. Foram apresentados também os serviços disponíveis na rede pública de saúde e caminhos para buscar ajuda.
Os temas abordados incluíram valorização da vida, importância do diálogo e da escuta, busca por apoio e superação de preconceitos relacionados à saúde mental. Os estudantes receberam orientações para reconhecer mudanças que merecem atenção, como alterações significativas de humor ou comportamento, isolamento de amigos e familiares, perda de interesse por atividades antes prazerosas e manifestações verbais relacionadas à vontade de desaparecer ou morrer.
A adolescência reúne mudanças físicas, emocionais e sociais que trazem dúvidas, conflitos e diferentes desafios. Criar espaços seguros de conversa e escuta nessa etapa contribui para que os jovens reconheçam suas emoções, construam vínculos de confiança e entendam que pedir ajuda é uma atitude de cuidado.
A ação aproximou a comunidade escolar da rede pública de saúde e mostrou aos estudantes que existem profissionais e serviços preparados para acolher, orientar e prestar assistência quando necessário. Embora o Setembro Amarelo amplie o debate sobre saúde mental e prevenção do suicídio, a Secretaria Municipal de Saúde ressalta que o cuidado não se restringe a um mês do calendário: informação, acolhimento, atenção aos sinais de sofrimento e acesso aos serviços integram um trabalho permanente.
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