Foz do Iguaçu segue controlando a dengue sem registrar mortes pela segunda vez em anos. O boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde mostra 3.535 notificações no ano, mas apenas 35 confirmadas, 3.345 descartadas e nenhum óbito.
A queda é considerável comparada a 2025, quando o município confirmou 1.031 casos. Dois anos antes, em 2024, foram 14.683 casos e 10 mortes. O Centro de Controle de Zoonoses atribui esse resultado a ações que funcionam durante todo o ano combinadas com participação da comunidade.
Visitas e eliminação de criadouros
A coordenadora técnica do CCZ, Renata Defante Lopes, detalha o trabalho realizado. O Centro faz visitas domiciliares para eliminar possíveis pontos de reprodução do mosquito, organiza mutirões de limpeza e orienta moradores, comerciantes e crianças em escolas sobre prevenção.
Paralelo a isso, a cidade usa o método Wolbachia desde 2024. A técnica solta mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia no ambiente. Esses insetos se reproduzem com os locais e seus descendentes herdam a bactéria, que bloqueia a transmissão de dengue. O método é seguro para pessoas, animais e natureza.
Segunda etapa começa terça-feira
A próxima fase do Wolbachia inicia na terça-feira (25) e vai cobrir 28 bairros de Foz do Iguaçu. A meta agora é atingir 100% da área do município. A estratégia é coordenada pela Fiocruz e Wolbito do Brasil, com suporte do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e Itaipu Binacional.
Mesmo com cenário controlado, o CCZ alerta que o mosquito continua presente na cidade. As ações de controle são permanentes, mas também exigem cuidado rotineiro de cada morador. Eliminar água parada em recipientes, limpar quintais e ficar atento a possíveis criadouros são medidas simples que fazem diferença para evitar novos casos.
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