A Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu capacitou 300 profissionais em saúde da pessoa idosa. O curso, dividido em duas turmas de 150 participantes cada, busca qualificar o atendimento conforme cresce a população idosa e suas demandas específicas.
Participaram da formação profissionais das secretarias de Saúde, Assistência Social e Esporte, membros da Universidade Aberta da Terceira Idade vinculada à Unioeste, acadêmicos das áreas da Saúde, integrantes do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa e profissionais de municípios da 9ª Regional de Saúde e do Programa Residência Multiprofissional. A primeira turma teve aula em 15, quinta-feira; a segunda no dia 16, sexta-feira.
Por que a capacitação importa
Foz do Iguaçu tem aproximadamente 14,9% de sua população composta por pessoas idosas, o que representa mais de 44 mil moradores. Segundo Ricardo Zaslavsky, médico de família e comunidade e coordenador da Linha de Cuidado de Saúde da Pessoa Idosa, o treinamento é essencial. “A gente tem um aumento cada vez maior do número de pessoas idosas na sociedade. Consequentemente, os serviços de saúde e os profissionais precisam estar capacitados para atender bem essas pessoas nas suas necessidades”, afirma.
O perfil dessa população também mudou. Há mais idosos saudáveis que trabalham e sustentam a família, além de crescer o número de longevos com mais de 80 anos. A cidade, como município de fronteira, enfrenta ainda a procura por atendimento de pessoas idosas de outros países.
A formação é conduzida pela médica geriatra Caren Cristiane Muraro, que atua na Secretaria de Estado da Saúde e é professora universitária. Ela destaca que a maior parte dos atendimentos na atenção primária é de pessoas idosas e que atualizações constantes são necessárias. “Cada vez mais têm surgido novas evidências e, por isso, é muito importante que a equipe de saúde esteja atualizada e pratique a melhor evidência que a gente tem em saúde para essa população, para que a longevidade seja com qualidade de vida, com independência e autonomia”, comenta.
O que será abordado
O primeiro módulo trabalhou atividades teóricas e oficinas práticas sobre condições frequentes em pessoas idosas. Entre as síndromes geriátricas discutidas estão alterações cognitivas, demência, depressão, problemas de mobilidade, quedas e sarcopenia (perda de força e massa muscular). Também integram o conteúdo a polifarmácia, que é o uso de vários medicamentos, e multimorbidade, quando a pessoa apresenta duas ou mais condições crônicas.
O segundo módulo está previsto para o final de novembro e abordará violência contra a pessoa idosa, violação de direitos e manejo das síndromes geriátricas. A formação é organizada pela Linha de Cuidado de Saúde da Pessoa Idosa da Secretaria Municipal da Saúde.
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