Uma exposição virtual interativa resgata a memória de um torneio de futebol amador que marcou gerações em Ponta Grossa. Entre 1978 e 2000, a Copa do Mundo da cidade transformou bairros e núcleos de imigrantes em verdadeiras seleções nacionais, organizadas pela ascendência dos jogadores.
O projeto é resultado de parceria entre o Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o Laboratório Multiusuário de Humanidades Digitais e Inovação (Lamuhdi) e o Museu Campos Gerais. A plataforma, chamada Campos da Memória: a Copa do Mundo de Ponta Grossa, foi apresentada na Câmara Municipal em 10 de agosto.
Como funciona e o que mostra
A curadoria reúne fotografias do Fundo Foto Elite, digitalizadas pelo Museu Campos Gerais em 2024 e 2025 com recursos federais da Lei Paulo Gustavo. O levantamento também consultou periódicos antigos como o Diário dos Campos e o Jornal da Manhã, conservado na Casa da Memória de Ponta Grossa.
A exposição apresenta o futebol amador não apenas como esporte, mas como fenômeno social. Os jogos funcionavam como espaços de encontro entre comunidades diferentes e ajudaram a construir uma memória coletiva da cidade através de torcidas, transmissões de rádio e televisão.
Público pode contribuir com informações
Diferente de uma exposição tradicional, a plataforma convida visitantes a enviar fotografias, relatos e informações para ajudar na identificação de jogadores e partidas ainda sem registro. A iniciativa busca que o público se reconheça na história apresentada, seja por famílias, bairros ou comunidades que participaram do torneio.
O projeto integra a rede NAPI Conectando Memória e Inovação, que articula mais de 28 instituições do Paraná entre universidades estaduais e federais, prefeituras, museus e centros de documentação. Essa articulação amplia a circulação do acervo e permite que a história de Ponta Grossa dialogue com diferentes públicos em todo o estado.
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