A Escola Municipal Roberto Alves Lima Júnior, na zona leste de Londrina, conquistou o terceiro lugar na categoria de instituições municipais do Projeto Estudantes em Movimento 2026, iniciativa do Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci). O reconhecimento veio pela ação de ampliar o acesso à leitura através de soluções criadas pelos próprios alunos.
Alunos do 5º ano identificaram que a leitura poderia ganhar novas formas na escola e, com apoio da comunidade escolar, desenvolveram bibliotecas móveis e uma geladoteca. As bibliotecas móveis são expositores com rodas que circulam pelos espaços da escola. A geladoteca é uma geladeira reaproveitada que funciona como um depósito de livros para os estudantes.
A construção contou com voluntários: uma arquiteta, mãe de aluna do 4º ano, elaborou o projeto; a avó de outro estudante costurou os bolsos das bibliotecas com retalhos de tecido doados; a Associação de Pais e Mestres e o Conselho Escolar também colaboraram.
O que mudou na escola
A iniciativa teve impacto direto no comportamento das crianças diante dos livros. A diretora Nayara Nicolim avaliou que a ação ampliou o significado da leitura, mostrando aos alunos que ela pode estar presente em vários momentos e lugares da escola.
O Projeto Estudantes em Movimento busca fortalecer a cidadania nas escolas por meio da integridade, transparência e controle social. A ideia é que os alunos aprendam a ser protagonistas na transformação de sua realidade. Londrina participou com quatro escolas municipais nesta edição.
Sobre o incentivo à leitura nas escolas
O acesso à leitura na infância é determinante para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças. Quando a escola cria espaços alternativos e convites à leitura, amplia as chances de que o hábito se consolide. Expositores em pontos estratégicos, bibliotecas acessíveis e ambientes que deixam os livros visíveis funcionam como estímulos constantes, sem depender apenas da sala de aula tradicional.
Iniciativas que envolvem a comunidade — pais, avós, professores — na criação desses espaços reforçam para as crianças que a leitura é um valor compartilhado por toda a sociedade, não apenas obrigação escolar. Isso aumenta a adesão voluntária ao hábito.
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