Estudantes do 2º ao 5º ano da Escola Municipal Durival Britto e Silva, no Cajuru, visitaram o Museu Planeta Água na quarta-feira (7/10) para uma aula de campo sobre sustentabilidade ambiental e impacto da poluição nos oceanos.
O destaque da visita foi o esqueleto de uma baleia azul de 23 metros de comprimento, construído inteiramente com plástico recolhido no litoral paranaense. Os 33 estudantes da turma multisseriada do período integral puderam entrar na estrutura e ouvir explicações sobre como o descarte inadequado de materiais chega aos mares e prejudica a vida dos animais marinhos. A baleia azul real que inspirou a obra foi encontrada morta com 40 quilos de plástico dentro do estômago.
Aprendizado que sai do museu
Acompanhados pela professora Eugênia Maria de Andrade Souza, os alunos conheceram também a história do saneamento, a importância da água e a responsabilidade de cada pessoa em proteger o meio ambiente. A professora explicou que a atividade faz parte do projeto de educação ambiental da escola, onde os estudantes já criaram o jornal Ka’a juru para relatar pesquisas. Eles devem repassar informações sobre descarte correto de materiais e questões climáticas como o El Niño.
Olivia Fernández Lemos, 12 anos, aluna do 5º ano, disse que já conhecia o museu mas aprendeu coisas novas que vai compartilhar com a família. “Aprendi que eu devo cuidar da água e dar valor a ela, porque é a nossa vida”, contou. Beatriz Duarte Barbosa, 11 anos, também do 5º ano, destacou ter aprendido sobre as águas, as matas, os mares e doenças transmitidas pela falta de tratamento da água. Sophia Marques, 8 anos, do 2º ano, ressaltou a importância de se hidratar e cuidar dos animais.
Cidade como sala de aula
A visita faz parte do projeto Linhas do Conhecimento, que transforma espaços da cidade em ambientes de aprendizagem. Segundo o gerente do projeto, Marcos Santos, a ideia é ampliar o que o professor trabalha em sala de aula usando o território de Curitiba como ferramenta educativa. “Os espaços da cidade se transformam na sala de aula. A gente consolida a aprendizagem por meio do potencial educativo de cada lugar desta cidade”, explicou.
Para a gerente de Desenvolvimento Socioambiental da Sanepar, Palloma de Félix Costa, o museu funciona como ferramenta poderosa de sensibilização ambiental. “As crianças são multiplicadores. Eles têm aqui uma experiência que leva para casa, orientando os pais a não desperdiçar”, afirmou.
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