HomeMaringáDengue cai 45% em três meses em Maringá

Dengue cai 45% em três meses em Maringá

A infestação por dengue em Maringá caiu 45% entre junho e setembro, segundo o terceiro Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (Lira) de 2026, divulgado pela Secretaria de Saúde nesta quarta-feira, 9. O índice médio ficou em 1,1%, praticamente dentro do limite aceitável pelo Ministério da Saúde, que é até 1% de infestação.

O resultado anterior, de junho, apontava 2% de infestação. A medição agora divulgada corresponde ao período de 31 de agosto a 4 de setembro. De cada 100 imóveis pesquisados, apenas um apresentava criadouro do mosquito. A maioria dos focos permanece nas residências: pratos de plantas, água em recipientes plásticos, depósitos e espaços atrás de geladeiras.

Entre janeiro e agosto de 2026, Maringá registrou 183 casos confirmados de dengue, uma queda de 95,56% em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia 4.163 confirmações. A redução resulta de ações como mapeamento de áreas críticas, fiscalização com drones, aplicação de inseticida em locais de grande circulação e monitoramento com armadilhas especiais.

Regiões com risco crítico

O levantamento identificou bairros com infestação controlada e outros que exigem atenção redobrada. As regiões com os menores índices são: Quebec, Portal das Torres, Grevíleas III, Alvorada I, Império do Sol, Paris VI, Ney Braga, Vila Esperança, Olímpico, Maringá Velho, Iguatemi, Floriano, Industrial, Iguaçu, Zona Sul, Aclimação, Operária, Paraíso e Internorte.

Risco crítico foi identificado em: Alvorada III, Paulino, Pinheiros, Parigot de Souza, Tuiuti, Morangueira, Zona 07, Zona 06, Mandacaru, Vila Vardelina, Universo, São Silvestre e Céu Azul. Em risco alto estão: Piatã, Guaiapó e Cidade Alta.

Atenção com El Niño e próximas ações

O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, alertou para o período de outubro a dezembro, quando o fenômeno El Niño pode intensificar a circulação do vírus. Altas temperaturas reduzem o tempo de incubação do mosquito, e chuvas intensas ampliam a formação de poças e água parada, ambientes ideais para reprodução.

“A Secretaria de Saúde vem trabalhando diariamente no combate e controle do Aedes aegypti, porque o ovo depositado hoje em contato com a água pode ser mosquito daqui sete dias. Desta maneira, não há trégua e não há tranquilidade. Investimos em tecnologia, vamos reforçar ações nos bairros com maior incidência, mas precisamos da colaboração de todos para que dediquem apenas cinco minutos por semana para limpar o quintal, desentupir as calhas, checar os pratinhos de plantas, enfim, não deixar água acumulada”, afirmou Nardi.

Nas próximas semanas terá início a ‘Primavera Sem Dengue’, com reforço de ações em toda a cidade. Denúncias sobre focos podem ser feitas pelos telefones 156 ou 160, ou pela página da Ouvidoria da Prefeitura.

O que é o Lira e por que importa

O Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti é uma ferramenta do Ministério da Saúde que avalia a presença do mosquito transmissor de dengue em imóveis, medindo o percentual de casas que possuem focos de reprodução. O índice permite identificar áreas prioritárias para ações de controle e orienta o direcionamento de recursos de saúde pública.

A infestação por dengue não tem transmissão pessoa a pessoa pelo ar ou contato físico. O mosquito Aedes aegypti é o responsável por passar a doença, então reduzir sua população é a estratégia essencial. Qualquer acúmulo de água parada, por menor que seja, pode servir como criadouro: desde um copo deixado na varanda até uma mangueira destorcida no chão.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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