Curitiba foi a única cidade brasileira a apresentar iniciativas de atendimento ao cidadão no fórum internacional da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília, nesta sexta-feira (4/9). A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, mostrou como o município constrói um ecossistema de saúde que integra pessoas, serviços, tecnologia e informação, permitindo que os diferentes pontos da rede SUS funcionem de forma coordenada com o usuário no centro.
O evento reuniu representantes de 18 países como Canadá, Chile, República Dominicana, Bolívia, Uruguai, Panamá, México, Costa Rica, El Salvador, Paraguai e Cuba. Tatiane Filipak participou do painel sobre Redes Integradas de Serviços de Saúde (RISS), ao lado de coordenadores de saúde do Ministério da Saúde e de países como Paraguai, Uruguai e Cuba.
Segundo a secretária, o SUS Curitiba funciona como uma única jornada de cuidado centrada no cidadão, integrada e contínua, coordenada pela Atenção Primária. O modelo incorpora saúde digital, análise de dados e novos modelos de atendimento para ampliar o acesso e permitir o acompanhamento dos usuários.
Inovações da rede
Entre as iniciativas destacadas estão os Consultórios Digitais do SUS, a Política Municipal de Saúde Digital e a Central de Cuidado Contínuo, que busca pacientes com doenças crônicas antes que a situação se agrave. A integração conecta Atenção Primária, saúde mental, vigilância em saúde e ambulatório em uma única plataforma.
O encontro internacional teve como tema principal Governança, financiamento e prestação integrada de serviços para uma Atenção Primária à Saúde integral. Pela primeira vez, o fórum reuniu três redes técnicas regionais das Américas: RedFESP (Funções Essenciais de Saúde Pública), REFSA (Fundos Nacionais de Saúde) e Impulsa-RISS (Redes Integradas de Serviços de Saúde).
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