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Crianças do CMEI Ouro Verde visitam casas como agentes de dengue em Foz do Iguaçu

Alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Ouro Verde acompanharam agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) em visitas às casas próximas à escola nesta quinta-feira (24), na condição de pequenos investigadores da dengue. As crianças observaram potenciais acúmulos de água nos quintais e conversaram com os moradores sobre cuidados essenciais.

Antes das visitas, os alunos receberam aulas sobre o ciclo do mosquito transmissor, como a doença se propaga e as formas de evitar criadouros. Pedro Benatti Sheid, de cinco anos, descreveu a experiência: “Um agente mirim investiga as casas para ver se não tem água parada. Porque, se tem água parada, vai dar mal.” Cecília Francisco Monzon, também de cinco anos, resumiu o aprendizado: “Eu aprendi que nenhuma água pode ficar parada porque, senão, o mosquito pode botar os ovinhos.”

Projeto maior de reciclagem e ambiente

A atividade integra o projeto “Missão Quintal Limpo: Pequenos Guardiões da Saúde e do Planeta”, desenvolvido no CMEI há meses. O programa começou pequeno, com arrecadação de tampinhas plásticas que eram vendidas para gerar recursos à unidade. Com orientação de uma empresa de reciclagem, o projeto expandiu para incluir latinhas e garrafas PET.

Conforme a diretora Eunice Nunes de Jesus, no segundo semestre os pais foram envolvidos e abraçaram a iniciativa. Os materiais coletados são entregues semanalmente, e o dinheiro arrecadado fica reservado para necessidades emergenciais do CMEI. A comunidade pode contribuir doando garrafas, embalagens plásticas, tampinhas e latinhas.

A reciclagem conecta-se diretamente à prevenção da dengue: recipientes descartados inadequadamente acumulam água e viram criadouros do mosquito. Igor da Silva Batista, agente de combate às endemias do CCZ, explica: “Quanto mais pessoas coletarem o lixo reciclável e destinarem de forma correta, isso faz com que diminua a proliferação dos mosquitos e, com isso, a circulação da dengue na cidade.”

Alcance na comunidade e continuidade

Para o CCZ, trabalhar com crianças amplia a disseminação de informações sobre prevenção. Um agente da equipe destaca que o aprendizado infantil vai além da sala de aula: as crianças replicam o conhecimento com os pais e cobram deles as mudanças de hábito.

O projeto foi inscrito no Prêmio Paulo Freire, que reconhece iniciativas pedagógicas da rede pública municipal. Independente da premiação, a direção pretende manter a ação como permanente na unidade. “Esse projeto vai continuar acontecendo. As crianças vão passando, vão indo para a escola e vão vindo novas crianças. O conhecimento e o aprendizado têm que continuar”, afirmou Eunice.

Informação divulgada pela Prefeitura de Foz do Iguaçu.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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