O Complexo do Idoso de Guarapuava já registra aproximadamente 400 inscrições de pessoas com 60 anos ou mais desde o lançamento, há cerca de 15 dias. O projeto funciona de forma integrada entre as Secretarias Municipais de Saúde, Educação, Esporte, Cultura, Inovação e Assistência Social.
A programação inclui ginástica, treinamento funcional, dança, musicalização, atividades de memória e concentração, além de cursos sobre celulares e computadores. O objetivo é criar um espaço que vá além do exercício físico, estimulando a autonomia, o aprendizado e a socialização entre os participantes.
Na sexta-feira 2 de outubro, uma das atividades realizadas foi a oficina de ginástica e musicalização, conduzida pela professora Caroline Fagundes. Segundo ela, o trabalho incorpora constantemente novos exercícios e práticas. “É uma satisfação honrosa trabalhar com eles. Eu trago o bem-estar para a pessoa idosa. Eles gostam do que fazem e estão gostando da aula”, afirmou.
Entre os participantes está Idelzina Lorenço da Silva, 72 anos. Para a aposentada, o programa vai além do cuidado físico: “O exercício para mim é uma coisa muito gostosa. A gente conhece gente, faz amizade. É muito bom. Eu gosto de fazer exercício, gosto de dançar e de estar no meio do povo”.
A fisioterapeuta Adriana Virgínia de Paula, coordenadora auxiliar do Complexo, destacou que a procura surpreendeu desde os primeiros dias. “O objetivo principal é promover o envelhecimento ativo, saudável e com qualidade de vida. A nossa população prateada está crescendo muito no Brasil. Então nós temos que realizar todas as atividades para manter essa qualidade de vida dos nossos idosos de Guarapuava”, explicou.
O que é envelhecimento ativo
Envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, aprendizado e participação social para melhorar a qualidade de vida das pessoas conforme envelhecem. Não se trata apenas de estar sem doenças, mas de manter a autonomia, a independência funcional e a capacidade de realizar atividades significativas do dia a dia.
Programas como o Complexo do Idoso funcionam como espaço onde o idoso pode combinar exercício físico, estimulação mental e convivência social. Pesquisas mostram que essa combinação reduz riscos de isolamento, depressão, queda cognitiva e doenças crônicas, além de fortalecer os vínculos sociais e a sensação de pertencimento.
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