A proteína é fundamental para quem quer aumentar a massa muscular, mas o consumo precisa ser planejado e individualizado. Gustavo Silva, médico e professor de pós-graduação em Nutrologia da Afya Educação Médica Curitiba, explica como o corpo absorve esse nutriente e a melhor forma de consumi-lo.
Quando você come proteína de qualquer alimento, o organismo a quebra em aminoácidos, que são absorvidos e transportados pela corrente sanguínea até os músculos. Durante o exercício físico, o músculo sinaliza que precisa crescer, e os aminoácidos passam a compor o tecido muscular, aumentando a massa.
Quanto de proteína consumir por dia
Para alguém saudável que pratica atividade física, a ingestão de proteína varia entre 0,8 e 2 gramas por quilo de peso corporal, dependendo do tipo, altura, intensidade do exercício e objetivos. Silva recomenda 1,5 grama por quilo de peso corporal como referência geral, fracionada em quatro ou cinco refeições ao longo do dia.
Essas proporções precisam considerar as fontes de proteína disponíveis. Uma porção de 100 gramas de frango, por exemplo, contém aproximadamente 30 gramas de proteína. Por isso, é importante conhecer a quantidade de proteína em cada alimento para fazer o cálculo adequado ao dia a dia.
Whey protein é obrigatório?
Não. Uma dieta bem organizada com quatro ou cinco refeições diárias contendo fonte proteica em geral supre as necessidades do corpo. O whey protein é uma proteína de alto valor biológico que facilita a ingestão quando a pessoa tem vida corrida ou dificuldade em consumir carnes, oferecendo uma quantidade grande de proteína em um volume pequeno de refeição.
Silva ressalta que o suplemento é especialmente útil para idosos, que comem relativamente pouco e podem se beneficiar da concentração de nutrientes. O whey não é obrigatório, mas pode favorecer bastante o ganho de músculo.
O que motiva o consumo de proteína entre os brasileiros
Pesquisa da AtlasIntel com 1.501 adultos que já consumiram produtos proteicos prontos mostra que o ganho de massa muscular é a principal motivação, citado por 54,5% dos entrevistados. A reposição de proteína na alimentação aparece em segundo lugar, com 36,8%, seguida pela manutenção da saúde, com 32%. Os dados indicam uma mudança no perfil de consumo, cada vez mais associado também à alimentação cotidiana e ao bem-estar, além do desempenho esportivo.
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