Desde junho de 2026, o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) exige exame toxicológico para quem tira a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A (moto) e B (carro). A obrigatoriedade segue lei federal aprovada em 2025 e incorporada ao Código de Trânsito Brasileiro.
O candidato precisa apresentar resultado negativo no teste, que identifica consumo de drogas nos últimos 90 a 180 dias. Resultado positivo impede prosseguir com o processo até apresentar novo laudo negativo.
Como funciona o exame
A coleta é feita a partir de amostras de cabelo ou pelos em laboratório credenciado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). O teste detecta cocaína e derivados, crack, canabinóides (maconha), anfetaminas, metanfetaminas, ecstasy e opiáceos.
Medicamentos de uso comum como analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios não são detectados. Já alguns controlados podem aparecer, especialmente se usados sem prescrição ou fora das normas legais.
Etapas do processo
O exame toxicológico é uma das várias etapas para tirar a CNH. O candidato também passa por aulas teóricas, biometria, avaliação psicológica, exame médico e aulas práticas. O teste acontece em paralelo aos demais e é requisito obrigatório para liberar a carteira.
A medida visa aumentar a segurança no trânsito ao impedir que motoristas com consumo recorrente de drogas se habilitem. Segundo o Detran-PR, substâncias psicoativas comprometem reflexos, reduzem atenção, prejudicam julgamento e aumentam tempo de reação.
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