O Cine Lido, um dos cinemas de rua mais conhecidos de Curitiba, abre as portas nesta semana como casa de espetáculos. A reforma respeitou a história do prédio enquanto o preparou para receber apresentações musicais e culturais de diferentes estilos.
O desafio estava em não apagar memórias. O arquiteto André Henning, responsável pelos interiores em parceria com João Uchôa, precisava criar um espaço onde quem frequentava o cinema antigo reconhecesse a essência do lugar, mas vivenciasse algo completamente novo.
Passado e futuro no mesmo projeto
Cores, formas e materiais do antigo cinema voltam em versão atual. O vermelho das pastilhas originais aparece no mobiliário. As curvas características do desenho clássico continuam lá, mas agora acompanhadas de concreto aparente, aço e iluminação cênica que criam uma atmosfera brutalista e acolhedora ao mesmo tempo.
Detalhes como espelhos, iluminação e arredondamentos fazem referência às décadas em que o Cine Lido foi referência cultural. A intenção não foi reproduzir o passado, mas reinterpretá-lo, segundo o arquiteto.
Muito mais que um palco
O projeto entendeu que uma casa de espetáculos começa antes da primeira nota ou primeira cena. Por isso, seis bares espalhados pelo espaço, camarins, áreas comuns e corredores foram pensados para estimular encontros e manter as pessoas confortáveis durante toda a noite.
A circulação privilegia ambientes integrados em vez de salas fechadas. Materiais, perspectivas e iluminação guiam o visitante por uma experiência contínua, alinhada com o que fazem os principais espaços de entretenimento do mundo.
Programação da semana
- 26 de agosto: Caetano Veloso, últimos ingressos
- 27 de agosto: Marisa Monte, esgotado
- 28 de agosto: Sven Väth, últimos ingressos
- 29 de agosto: Fresno, últimos ingressos
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