Cinco centros de atenção psicossocial (Caps) da Prefeitura de Curitiba mantêm oficinas de economia solidária onde pacientes em tratamento produzem artesanato e alimentos caseiros. Os grupos transformam as atividades em fonte de renda pessoal enquanto recebem acompanhamento da equipe de saúde mental.
No Caps Portão funciona o grupo Enlaçadamente, que trabalha com peças em crochê e tricô. A assistente social Ataise Pereira da Silva acompanha as atividades do grupo. No Caps Bairro Novo, o grupo Cozinhando para o Bem fabrica bolachas artesanais sob orientação da técnica de enfermagem Nirce da Silva de Souza. Além desses dois, três outros centros também mantêm oficinas semelhantes, segundo a Prefeitura de Curitiba.
As oficinas funcionam como ferramenta terapêutica integrada ao tratamento oferecido pelos centros. Os participantes mantêm ocupação produtiva, geram recursos financeiros próprios e fortalecem vínculos dentro do serviço de saúde mental. A atividade permite que o paciente continue em tratamento enquanto desenvolve capacidades e independência econômica.
O programa reflete a abordagem dos Caps, que oferecem atendimento comunitário para pessoas com transtornos mentais. A economia solidária funciona como complemento terapêutico, ajudando a reintroduzir o paciente em dinâmicas de produção e troca, elementos reconhecidos como importantes para a recuperação e a manutenção da saúde mental.
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