O El Niño e as chuvas acima da média previstos para setembro no Sul do Brasil podem trazer complicações à saúde respiratória. A combinação de frio, umidade e ambientes fechados cria as condições perfeitas para fungos e vírus circularem com mais facilidade.
O fenômeno climático, confirmado em junho deste ano, intensifica o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e deve se agravar ao longo do segundo semestre, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e do Instituto Nacional de Meteorologia.
Por que a umidade favorece doenças respiratórias
Durante o inverno, o hábito de manter portas e janelas fechadas por longos períodos eleva a concentração de agentes patógenos nos ambientes. A umidade das chuvas, somada ao ar parado, cria um cenário ideal para a proliferação de fungos e a circulação de vírus respiratórios.
Segundo especialistas, não é o frio em si que deixa as pessoas doentes, mas os comportamentos adotados nessa época. O ar frio também reduz a temperatura nas vias aéreas, prejudicando os mecanismos naturais de defesa do corpo contra infecções.
Cuidados práticos para a casa
Ao retornar para uma casa que permaneceu fechada por vários dias, especialmente após períodos de chuva, abra portas e janelas para renovar o ar. Verifique paredes e locais úmidos em busca de mofo e limpe-os.
Cobertores, cortinas e outros tecidos devem ser lavados e secos preferencialmente ao sol. A limpeza regular de superfícies e a ventilação constante dos cômodos são medidas simples que reduzem riscos à saúde respiratória.
Quando procurar o médico
Espirros, coriza, chiado no peito ou tosse que dura mais de 3 semanas indicam a necessidade de avaliação médica. Falta de ar acompanhada de dificuldade para respirar exige atendimento de emergência imediato.
Para sintomas leves sem sinais de urgência, a telemedicina oferece consultas por vídeo usando computador, tablet ou celular, permitindo orientação médica sem deslocamento e reduzindo a exposição a outros vírus. Sintomas intensos ou persistentes exigem avaliação presencial para diagnóstico e tratamento adequados.
- Abra portas e janelas regularmente para renovar o ar dos ambientes
- Limpe superfícies e tecidos com frequência
- Verifique mofo em paredes e locais com umidade
- Seque cobertores e cortinas ao sol após lavar
- Procure médico se tosse, espirro ou coriza durarem mais de 3 semanas
- Vá à emergência se tiver falta de ar aguda com dificuldade para respirar
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