O Centro de Controle de Zoonoses começou nesta segunda-feira (10) a conversar com moradores de 28 bairros sobre o Método Wolbachia. A ideia é entender se a população compreende como funciona a estratégia, confia nela e recebeu as informações certas antes da soltura dos mosquitos, prevista para o fim de agosto.
O método usa mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia. Essa bactéria reduz a capacidade do mosquito de transmitir dengue, zika e chikungunya. A soltura desses insetos complementa o trabalho tradicional de eliminar criadouros e controlar o vetor.
Por que a pesquisa importa
Wanderley Lima de Almeida, agente de endemias do CCZ, explica que a pesquisa verifica o que as pessoas sabem sobre a técnica. “A gente faz essa pesquisa com o pessoal do bairro para saber o que eles conhecem sobre esse método. É importante que a população fique informada para facilitar o desenvolvimento do trabalho”, diz.
Desde maio, equipes do Centro fazem apresentações e ações educativas para explicar como o Método Wolbachia funciona e tirar dúvidas. A pesquisa pré-liberação fecha essa etapa de preparação. Em Foz, essa é a segunda rodada de soltura. A primeira aconteceu em 2024 e ao longo de 2025 cobriu 50% da zona urbana do município, levando a uma redução significativa nos casos de dengue.
Onde sai e quanto tempo leva
A liberação dos Wolbitos ocorre ao longo de 26 semanas a partir do fim de agosto e atinge 28 bairros: Jardim Alvorada, Jardim Bourbon, Jardim Maracanã, Itaipu B, KLP, Porto Belo, Três Bandeiras, Vila Portes, Jardim Ipê, Itaipu A, Campus do Iguaçu, Jardim Lancaster, Jardim Carimã, Parque Monjolo, Porto Meira, Jardim Panorama, Jardim São Roque, Morumbi (parcial), Cidade Nova, Centro Cívico, Náutica, São Roque, Centro, Três Fronteiras, Portal da Foz, Mata Verde, Jardim Cataratas e Lote Grande. Mais de 140 mil pessoas devem ser beneficiadas pela ação.
Enquanto os mosquitos são soltos, o Centro faz monitoramento em campo para acompanhar se a bactéria se estabelece nas áreas. Na próxima quarta-feira (12), técnicos do CCZ recebem capacitação para começar a liberação.
O cenário da dengue na cidade
Até agora em 2026, Foz registrou 3.465 notificações de dengue. Desse total, 35 foram confirmados e 3.300 descartados. Não houve óbitos. A participação da população em eliminar possíveis criadouros segue fundamental para controlar a doença. O método é seguro para pessoas, animais e meio ambiente.
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