Castro realizou nesta terça-feira (8) um simulado integrado para testar a capacidade de resposta do município diante de eventos climáticos extremos. O exercício reuniu a Defesa Civil Municipal, a Defesa Civil Estadual, o Corpo de Bombeiros, secretarias municipais e voluntários e aconteceu das 8h30 às 11h30 no auditório da Secretaria Municipal de Educação.
A atividade reproduziu um cenário com chuva intensa, granizo, rajadas de vento e tempestades severas atingindo a cidade. O objetivo foi testar a integração entre os setores da administração municipal e identificar pontos que precisam melhorar na resposta da cidade diante de desastres.
O simulado apresentou desafios simultâneos aos participantes: vítimas em áreas urbana e rural com acesso parcialmente bloqueado, disputa pelo uso da mesma máquina entre duas frentes de trabalho, necessidade de abrir abrigo temporário e queda de energia em unidade essencial do município. Os coordenadores registraram decisões, dúvidas e fragilidades identificadas durante a atividade.
Por que o teste agora
A previsão meteorológica indica que outubro e novembro terão muita chuva e ventos intensos em razão do fenômeno El Niño. Castro já enfrentou evento similar em 2025, quando um temporal de granizo atingiu a cidade, e a Defesa Civil conseguiu responder rapidamente. O município decretou situação de emergência naquela ocasião.
Segundo o coordenador da Defesa Civil Municipal, Edmir Kirchof, emergências climáticas não avisam antes de chegar. Por isso, simular o atendimento prepara a equipe para agir com precisão quando o evento real ocorrer, garantindo que a população seja atendida rápido e da melhor forma possível.
Como funciona o plano de resposta
A estrutura de atendimento centraliza todas as solicitações na Defesa Civil, que depois distribui tarefas às secretarias indicando o que, onde e como fazer, além de estabelecer prioridades. A ordem segue três etapas: primeiro, preservação e socorro à vida; depois, estabilização da situação crítica; por fim, proteção à propriedade e ao meio ambiente.
Quando o município decreta situação de emergência ou estado de calamidade pública, passa a ter acesso a recursos do governo do estado e do governo federal para a primeira resposta imediata aos afetados. O tenente Edson Roque, da Defesa Civil Estadual, participou do simulado e destacou que a cidade já demonstrou capacidade de resposta rápida em ocorrências anteriores.
O simulado contou com a coordenação de Edmir na condução geral, Sandro Kiel na leitura operacional de recursos e equipamentos, e Letycia Silva na secretaria do exercício. Também participaram representantes do Corpo de Bombeiros e voluntários, incluindo integrantes da rádio amadora.
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