A Rua da Cidadania do Cajuru ganhou segunda biblioteca. O espaço foi criado por oito alunos da Universidade Aberta à Pessoa Idosa (Unapi) como trabalho de conclusão de curso e abriu ao público nesta quinta-feira (8 de outubro).
A biblioteca fica no 1º andar, junto ao anfiteatro, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com o mesmo horário da Rua da Cidadania. O acervo tem cerca de 250 livros sobre arte, clássicos de literatura, best sellers e títulos para crianças, todos doados pelos alunos e colegas de outros polos da Unapi.
As estantes foram feitas com material reciclável: pallets e caixas usadas no transporte de frutas e verduras, limpas e pintadas. A escolha reflete o propósito sustentável da ação, baseado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que tratam de saúde, bem-estar, educação e comunidades sustentáveis, segundo Carla Trisotto, coordenadora do polo Cajuru.
Como funciona o empréstimo
O sistema dispensa bibliotecário. Quem quer ler um livro chega, escolhe o título e anota o empréstimo numa planilha sobre a bancada. A responsabilidade de devolver em bom estado e de aumentar o acervo com doações fica com os leitores. Não são aceitos apostilas, manuais e livros religiosos.
Edite Viana dos Santos Alves, aluna da Unapi que é bibliotecária aposentada e coordena o projeto, planeja usar as anotações dos empréstimos para formar grupos de leitura. “Poderemos reunir quem leu os mesmos títulos para discutir sobre o assunto abordado em cada obra,” explica.
Contexto: A Unapi e o acervo comunitário
A Universidade Aberta à Pessoa Idosa é uma proposta do governo estadual em parceria com a Prefeitura de Curitiba. Tem três polos na cidade coordenados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano. A iniciativa oferece cursos e atividades para pessoas com 60 anos ou mais, integrando educação e envelhecimento ativo.
Bibliotecas comunitárias com acervo doado funcionam como espaço público de acesso à leitura sem intermediário institucional. O leitor é responsável pela devolução e preservação do material, criando uma rede de confiança baseada no uso compartilhado. Esse modelo ganhou força em cidades brasileiras como resposta de baixo custo à falta de bibliotecas públicas em bairros periféricos.
Além dessa nova biblioteca, a Rua da Cidadania do Cajuru já abriga a Casa da Leitura Hilda Hilst, da Fundação Cultural, localizada no térreo.
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