Um jacarandá-mimoso que fica no Largo Frederico Faria de Oliveira, na Rua Cândido Lopes, esquina com a Ermelino de Leão, foi avaliado nesta quarta com um tomógrafo sônico. O aparelho portátil mede a saúde interna da árvore sem danificá-la, ajudando a Prefeitura a decidir se precisa podar ou remover a planta.
Como funciona o exame
O tomógrafo tem 12 sensores que medem a velocidade do som dentro da madeira. Quando a árvore está sadia, o som viaja mais rápido. Quando há apodrecimento, a velocidade cai. Um computador transforma esses dados em uma imagem com três cores: verde (tronco sadio), amarelo (começando a apodrecer) e vermelho (muito comprometido).
O resultado mostra se o interior da árvore está podre e se isso oferece risco de queda. A diretora de Licenciamento e Fiscalização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Érica Costa Mielke, explica que o exame ajuda a entender a extensão do dano. Se for superficial, a equipe pode acompanhar a evolução em outro momento antes de decidir pela intervenção.
Rotina de cuidado na cidade
As equipes do Departamento de Parques e Praças verificam regularmente árvores em espaços públicos. Neste ano, as vistorias ganharam prioridade nas 34 áreas da região central para prevenir danos causados pelo El Niño, o fenômeno climático que afeta o padrão de chuvas.
No Largo Frederico Faria de Oliveira existem cinco jacarandás-mimosos plantados nos anos 1970, com cerca de 15 a 20 metros de altura. Os laudos das inspeções são analisados pelas equipes técnicas para definir o melhor manejo. Já foram avaliadas árvores nas praças Rui Barbosa, Carlos Gomes, Tiradentes e Osório. As próximas vistorias estão programadas para as praças Santos Dumont e João Cândido.
Serviço
- Local da vistoria: Largo Frederico Faria de Oliveira, Rua Cândido Lopes, esquina com Ermelino de Leão, Centro
- Dúvidas sobre árvores no espaço público: Secretaria Municipal do Meio Ambiente
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