O abastecimento de água em Londrina começou a ser normalizado ao longo do sábado (7) após interrupção provocada por chuvas fortes que atingiram a região, segundo a Sanepar. As precipitações aumentaram a turbidez da água do Rio Tibagi e comprometeram o funcionamento do sistema de tratamento, além de causar queda de energia que reduziu os níveis dos reservatórios.
A região leste e sul recebiam fornecimento normalizado até o início da tarde, enquanto nas regiões oeste e norte a volta da água ocorria entre a tarde e a noite.
Enquanto o abastecimento se normalizava, a Prefeitura disponibilizava caminhões-pipa com prioridade para unidades de saúde. No início da tarde de sábado (7), havia fila de caminhões-pipa na Sanepar para carregamento de água, e condomínios residenciais e empresas também contratavam o serviço para garantir abastecimento.
Prefeitura acompanha situação
A administração municipal enviou fiscais à estação de tratamento para acompanhar os trabalhos e identificar as causas do desabastecimento. A Prefeitura também encaminhou ofício à Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) solicitando esclarecimentos sobre as medidas previstas para a interrupção do serviço e cobrou da Sanepar melhor agilidade na comunicação com moradores em situações que comprometam o fornecimento de água.
Por que a água falhou
Chuvas fortes são a causa principal de interrupções no abastecimento de água. Quando precipitações intensas atingem a região onde funcionam as estações de tratamento, a quantidade de sólidos e partículas na água do rio aumenta — fenômeno chamado turbidez. Isso sobrecarrega os sistemas de filtro e desinfecção, impedindo que a água chegue potável aos domicílios. Queda de energia também reduz a capacidade de bombeamento e armazenamento nos reservatórios, agravando a situação.
Dependendo da intensidade das chuvas e dos danos causados à infraestrutura, o tempo de normalização varia. Enquanto a Sanepar trabalha em reparos, a Prefeitura disponibiliza caminhões-pipa para garantir que serviços essenciais — especialmente unidades de saúde — continuem funcionando.
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