O jornalista, editor e escritor Rogério Pereira abriu na quinta-feira (5/11) a programação que marca um século desde a autorização para criar a primeira biblioteca municipal de Curitiba. O bate-papo aconteceu na Casa da Leitura Wilson Bueno, no Portão Cultural, e contou com reflexões sobre o papel das bibliotecas públicas na formação cultural e no acesso à leitura.
A data celebrada é 5 de novembro de 1926, quando o então prefeito João Moreira Garcez assinou a autorização para a criação da Biblioteca Municipal de Curitiba. Durante o encontro, Rogério Pereira, que foi diretor da Biblioteca Pública do Paraná entre 2011 e 2019, destacou o desafio das instituições públicas de leitura em atrair novos públicos além de quem já frequenta esses espaços.
Mariane Filipak Torres, coordenadora de Literatura da Fundação Cultural de Curitiba, ressaltou que a celebração reconhece as iniciativas de acesso à literatura e cultura desenvolvidas pela cidade ao longo do tempo. Segundo ela, as Casas da Leitura, os Faróis do Saber e as bibliotecas municipais oferecem contações de histórias, rodas de leitura e clubes literários que estimulam a troca de experiências.
Programação até sábado
As atividades gratuitas de A Biblioteca e a Cidade: Uma História Centenária continuam até sábado (7/11) em diferentes Casas da Leitura de Curitiba. Na sexta-feira (6/11), haverá contações de histórias na Casa da Leitura Nair de Macedo às 10h e às 15h, com narrativas de autores e experiências negras em referência ao Mês da Consciência Negra. Também às 15h, a Casa da Leitura Hilda Hilst recebe uma atividade.
No sábado (7/11), a programação começa às 11h com contação de histórias na Casa da Leitura Miguel de Cervantes. Às 15h, as atividades ocorrem nas Casas da Leitura Hilda Hilst e Wilson Bueno. Às 16h, a Casa da Leitura Wilson Bueno recebe o clube de leitura Desforra, dedicado à obra da escritora Stella Maris Rezende. Às 17h, acontece o lançamento coletivo de seis livros selecionados pelo edital Publicações – Autorias Iniciantes, com leitura de trechos, distribuição gratuita de exemplares e sessão de autógrafos.
Por que as bibliotecas importam
As bibliotecas públicas funcionam como espaços democráticos de acesso à leitura e à informação, abrindo as portas a qualquer pessoa independentemente de renda ou escolaridade. Elas vão além da prateleira de livros: oferecem atividades de formação cultural, encontros de leitura, eventos educativos e um lugar para comunidades se reunirem e trocarem ideias. Em cidades como Curitiba, as Casas da Leitura e os Faróis do Saber descentralizam esses serviços, levando acesso à leitura e à cultura para diferentes bairros.
O desafio das instituições públicas de leitura é alcançar quem ainda não frequenta esses espaços, mostrando que a biblioteca pode ser fundamental na vida de qualquer pessoa, não apenas de quem já tem o hábito de leitura. Atividades como contações de histórias, clubes literários e lançamentos de autores locais criam pertencimento e tornam a biblioteca um lugar vivo de encontro e aprendizado.
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