Jocyla Mazuroski trabalha na Central de Transportes da Secretaria Municipal de Administração e Tecnologia da Informação (Smati) desde junho de 2020. Além das funções na Prefeitura de Curitiba, ela oferece acolhimento voluntário a pessoas que atravessam situações de luto e sofrimento emocional.
A servidora ingressou na Prefeitura em 2009, na área de Educação Infantil, e passou por diferentes setores. Entre 2013 e 2020, trabalhou na Secretaria do Trabalho supervisionando equipes dos postos de atendimento ao trabalhador. Naquele período, fortaleceu suas habilidades de escuta e acolhimento através do contato direto com pessoas em situações difíceis.
Em 2020, iniciou formação em psicanálise, concluída em 2023. Depois buscou especializações em primeiros socorros psicológicos, luto, ideação suicida e traumas, finalizando uma certificação em primeiros socorros psicológicos ainda este ano.
Como funciona o acolhimento
Para Jocyla, o principal que uma pessoa enlutada precisa é estar acompanhada. “O que os enlutados querem é presença. Naquele momento tão intenso do luto, a pessoa não vai ouvir tudo o que você está falando. Então é muito mais importante estar com ela, dizer que você está ali. Às vezes, é um simples abraço”, explica.
O acolhimento pode envolver ações práticas, como orientar a rede de apoio da pessoa sobre tarefas cotidianas: preparar refeições, cuidar dos filhos, fazer companhia ou simplesmente estar presente. Em alguns casos, a servidora já acompanhou pessoas ao cemitério ou ajudou a identificar quem poderia oferecer apoio nos dias seguintes.
Jocyla oferece atendimentos a servidores públicos e outras pessoas de acordo com a necessidade, de forma voluntária ou a valor social. Ela ressalta que cada experiência de luto é única e que nem toda pessoa enlutada precisa necessariamente de terapia. O apoio da rede próxima, a escuta e o acolhimento podem ser suficientes para atravessar esse período.
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