Curitiba recebe de 4 a 6 de novembro a Feira de Cultura Científica (FECCI 2026), que vai reunir milhares de estudantes e professores da Educação Básica do Paraná e de outros estados na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Câmpus Neoville.
O evento, aberto à comunidade, apresenta projetos científicos desenvolvidos por alunos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio.
Desta edição, 689 trabalhos foram classificados para apresentação entre os 1.192 inscritos. Cento e sessenta e dois avaliadores vão definir os três primeiros lugares em cada uma das três categorias – Kids, Junior e Jovens – que receberão prêmios exclusivos. A maioria dos projetos foi desenvolvida nos clubes de ciências que integram a Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, coordenada pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Paraná Faz Ciência, da Fundação Araucária.
O que esperar do evento
Além das apresentações de trabalhos dos estudantes, a programação inclui dezenas de oficinas temáticas, espetáculos com conteúdo científico, robótica, planetário e música, tudo gratuito. Os visitantes também terão acesso ao planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, ao ZikaBus, ao Rebimar e conhecerão iniciativas de política científica. Serão lançados dois e-books: um com conteúdo teórico e outro com depoimentos de meninas que participam da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência.
Para a articuladora da NAPI Paraná Faz Ciência, professora da Universidade Estadual de Maringá Débora de Mello Sant’Anna, a feira marca o resultado de meses de trabalho. “A FECCI é uma culminância, um momento que representa o esforço do ano todo de alunos e professores que fazem da feira de ciências uma vitrine para novas ideias”, afirma. Ela destaca ainda que o evento atrai e prepara jovens cientistas para o futuro acadêmico e profissional.
Contexto do movimento científico no Paraná
As feiras de cultura científica funcionam como espaço de divulgação da produção de conhecimento desenvolvida nas escolas. Elas permitem que estudantes apresentem seus projetos de pesquisa a avaliadores, troquem experiências com colegas de outras instituições e conheçam como a ciência se aplica em diferentes áreas. Para alunos do Ensino Fundamental e Médio, participar de uma feira desse porte oferece vivência prática do método científico e evidencia que ideias e inovações começam nas salas de aula.
O Paraná investiu R$ 2,8 bilhões em ciência, tecnologia e inovação em investimento recorde, segundo o Estado. O trabalho desenvolvido pelo NAPI Paraná Faz Ciência integra essa política estadual de estímulo à produção científica e à formação de pesquisadores desde o Ensino Básico, buscando que os jovens científicos paranaenses tragam soluções para problemas locais e regionais no futuro.
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