A Secretaria Municipal de Saúde promove nesta terça (27) uma capacitação sobre Disfunção Temporomandibular (DTM), distúrbio que afeta as articulações da mandíbula e os músculos da mastigação. O curso integra a programação da 5ª Semana Municipal de Saúde Bucal e será presencial, pela manhã, no Auditório Cyro Grossi da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
A aula será ministrada pelo professor Edwin Contreras, da UEL. A capacitação conta com apoio da UEL, da 17ª Regional de Saúde e do Conselho Regional de Odontologia, e a expectativa é reunir cerca de 300 participantes entre profissionais de saúde bucal das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
O objetivo é aprimorar a identificação, a avaliação e o manejo inicial da DTM pelas equipes de saúde bucal nas UBSs. A capacitação também prepara a rede municipal para o início dos encaminhamentos à especialidade no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) da UEL, que ofertará tratamento mais complexo quando necessário.
Como identificar a disfunção
A DTM pode provocar dor na mandíbula, no rosto ou próxima ao ouvido; dor ou cansaço ao mastigar; dificuldade para abrir a boca; limitação dos movimentos; e episódios de travamento mandibular. Estalos e ruídos também podem ocorrer, mas quando aparecem isoladamente, sem dor ou prejuízo dos movimentos, não indicam automaticamente necessidade de tratamento especializado.
Apertar ou ranger os dentes merece atenção, especialmente quando há dor ou dificuldade de movimentação. No entanto, o bruxismo isolado não corresponde necessariamente a um quadro de DTM. A avaliação odontológica é fundamental para identificar a origem dos sintomas e indicar o cuidado apropriado.
Atendimento começa na UBS
A população deve procurar a equipe de saúde bucal da UBS de referência para a primeira avaliação. O cirurgião-dentista investigará os sintomas, fará o exame clínico e verificará se a dor ou a dificuldade de movimentação está relacionada à DTM ou a outra condição que necessite de tratamento.
Nos casos indicados, o cuidado será iniciado na própria UBS, com orientações, medidas de manejo e acompanhamento. Se houver necessidade de atendimento especializado, a equipe registrará o encaminhamento para o CEO da UEL por meio da regulação municipal, que avaliará a indicação e a prioridade clínica conforme os critérios definidos.
O encaminhamento para a especialidade é indicado quando há dor persistente ou recorrente que não apresenta resposta satisfatória após pelo menos três semanas de manejo inicial; limitações persistentes dos movimentos da mandíbula relacionadas à DTM; episódios recorrentes de travamento; ou bruxismo associado à DTM dolorosa ou com comprometimento funcional que exija avaliação especializada.
A avaliação na UBS deve ser buscada quando surgem os sintomas, para que a equipe identifique a necessidade de cuidado e a conduta apropriada. Quadros de dor de origem dentária ou de outras condições bucais receberão o direcionamento correspondente, e algumas situações podem exigir tratamento odontológico prévio para viabilizar a abordagem especializada da DTM.
Mais de Londrina
Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções






