O projeto de extensão Promigra (Processos Migratórios e Intercâmbio: Inclusão Social e Diversidade Cultural) abriu uma exposição na sala 19 do bloco A da Universidade Estadual de Ponta Grossa no dia 21 de outubro com fotografias e registros artísticos de dois criadores migrantes: o cubano Erich Gonzalez Triana e a jornalista libanesa Mirna Bazzi.
Triana chegou ao Brasil há cerca de um ano e meio vindo de Cuba. Sua obra reúne fotografias de pinturas e esculturas que permanecem na ilha, já que ele deixou de pintar quando se mudou. “Estar aqui é um misto para mim, de alegria e de tristeza, porque queria apresentar minhas obras fisicamente”, disse. Segundo ele, em Ponta Grossa organiza-se para retomar a criação artística em um ambiente que considera mais tranquilo.
Bazzi documentou a cidade libanesa de Bint Jbeil para sua conclusão de curso em 2018, antes do conflito que destruiu a região. “Essas fotos da exposição têm um novo significado pra mim, porque elas estão representando lugares que não existem mais”, relatou a jornalista. As imagens retratam oliveiras e espaços urbanos da cidade do sul do Líbano.
A exposição partiu da iniciativa de Jorge Bahls, aluno de Serviço Social e organizador da atividade. Ele se propôs a recuperar a memória e identidade dos migrantes com quem o Promigra trabalha. “Eu me coloquei no lugar dos migrantes com quem a gente trabalha no Promigra e pensei como seria a minha vida se eu mudasse de país. Será que eu teria que abandonar a minha arte também?”, questionou. A atividade ocupou um espaço da universidade para apresentar trabalhos de criadores migrantes, ligado ao Programa de Extensão da Educação Superior na Pós-Graduação (Proext-PG).
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