Cianorte sediou no último 8 de outubro um encontro que mobilizou coordenadorias de defesa civil de 33 municípios da região para alinhar estratégias contra o El Niño 2026/2027. O 2º Workshop do 7º Núcleo de Atuação Regional (NAR) ocorreu no auditório do CEEP Cianorte, das 8h às 17h, com gestores públicos e órgãos estaduais discutindo ações de prevenção e resposta a emergências climáticas.
O fenômeno deve concentrar-se entre outubro e dezembro deste ano, com pico esperado em dezembro e persistência forte até 2027. Os 33 municípios fazem parte das associações Amenorte e Amerios. Sob coordenação da Capitã Hansen, chefe regional do 7º NAR, sediada em Foz do Iguaçu, o evento contou com apresentações do Corpo de Bombeiros, Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (FECAP), Copel, Sanepar, Adapar, Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB) e Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
No período da tarde, analistas do Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CEGERD) conduziram apresentações técnicas sobre cenários de risco e protocolos de ação. O secretário municipal de Segurança e Mobilidade, Tenente-Coronel Elisvaldo Balbino dos Santos, destacou que Cianorte estruturou suas equipes para garantir respostas rápidas. O auxiliar da Defesa Civil para a região da Amenorte, Subtenente Marcel Marcus Manholi, reforçou que o objetivo é garantir que todos os municípios funcionem de forma integrada e conheçam os recursos disponibilizados pelo Estado e pelos parceiros concessionários.
O que é o El Niño e por que a prevenção importa
O El Niño é um padrão climático que altera a temperatura dos oceanos e intensifica eventos meteorológicos como chuvas extremas, secas prolongadas e tempestades. Durante o fenômeno, municípios enfrentam maior risco de inundações, deslizamentos, falta de água e danos à produção agrícola. A preparação com planos de contingência permite que as equipes de defesa civil respondam rapidamente a emergências, protejam vidas e patrimônio, e evitem crises de abastecimento de energia e água.
Encontros regionais como este permitem que cidades pequenas e grandes acessem informações técnicas, coordenem recursos escassos e aprendam umas com as outras. A comunicação entre defesa civil municipal, concessionárias de serviços (energia, água) e órgãos estaduais garante que ninguém fique isolado diante de uma crise climática.
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