A Fundação de Ação Social (FAS) realiza em outubro a oficina (A)gentes de Cuidado: Pare. Escute. Acolha, voltada a servidores que trabalham direto com famílias em situação de vulnerabilidade. O objetivo é fortalecer práticas de empatia e acolhimento entre os colaboradores.
Quatro turmas estão programadas nos dias 7, 14, 21 e 27 de outubro. A primeira aconteceu na terça-feira (7/10) com servidores indicados pelas regionais Portão, Pinheirinho e Tatuquara. Cada encontro mescla reflexão, dinâmicas práticas e troca de experiências sobre presença intencional, escuta ativa e cuidado no dia a dia de trabalho.
Polyana Lunelli, coordenadora do Cras Pompéia na Regional Tatuquara, participou da primeira turma. “Lidamos todos os dias com as piores situações. Precisamos ter um local seguro, nos sentir seguros, inclusive no ambiente de trabalho”, afirmou. Silvana Furiski, da Diretoria de Parcerias, também destacou que compartilhar experiências com colegas ajuda a perceber que ninguém enfrenta sozinho as dificuldades.
Como funciona a metodologia
O programa Cuidando de Quem FAS começou em maio de 2025. A psicóloga Roberta Hofius Knaut, responsável pela iniciativa, explica que a metodologia prepara os servidores a reconhecer situações que demandem atenção e presença qualificada, além de conhecer os recursos disponíveis dentro da instituição para orientação e encaminhamento.
A oficina é conduzida por Roberta, Ricardo Mayer (Cras Iguape), Paula Ararape (Núcleo da FAS Santa Felicidade) e Marina Ciola Lorusso Xavier de Oliveira (Recursos Humanos). Eles participaram de formação em junho, como Brigadistas em Saúde Emocional, oferecida pelo Instituto ConsCiência, que os preparou como multiplicadores do cuidado.
Ser uma referência de cuidado, conforme a FAS esclarece, não significa assumir funções de atendimento ou acompanhamento em saúde mental. “O papel é estar disponível para perceber, escutar e acolher de maneira respeitosa, reconhecer os próprios limites e conhecer os caminhos institucionais para orientação e encaminhamento quando necessário”, detalha Roberta.
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