A Prefeitura de Maringá formalizou nesta terça-feira, 11 de agosto, os contratos de 50 projetos de arte e cultura selecionados pelo edital Aniceto Matti. O dinheiro é do maior aporte da história do programa: R$ 2,67 milhões destinados diretamente aos criadores, mais R$ 27,7 mil gastos com avaliadores técnicos, totalizando R$ 2,697 milhões.
Pela segunda vez seguida, 100% do valor chega nas mãos dos artistas sem desconto de impostos. Isso permite que os projetos rodem mais dinheiro e que a comunidade ganhe apresentações gratuitas em dança, música, teatro, artes visuais, audiovisual e outras linguagens espalhadas por diferentes regiões da cidade.
Recorde de participação impulsiona a economia criativa
O edital recebeu 258 propostas, o número mais alto desde que o programa foi criado em 2012. Cada projeto gera trabalho em cadeia: artistas, produtores, fotógrafos, técnicos de som e luz, além de empresas prestadoras de serviço. O secretário de Cultura, Tiago Valenciano, destacou que um único projeto costuma envolver entre 10 e 20 pessoas.
Somando os investimentos de 2025 e 2026, a atual gestão já colocou R$ 5,17 milhões no programa, contemplando 97 projetos culturais. Em 2025, o investimento foi de R$ 2,5 milhões para 47 iniciativas.
Artistas reconhecem o edital como ferramenta essencial
A artista plástica Elisa Riemer descreveu o Aniceto Matti como o fósforo que acende a criatividade. Ela começou pelo edital e depois levou sua exposição individual para São Paulo. O programa agora é parte da identidade cultural de Maringá, segundo ela.
O ator, diretor e produtor Mateus Mosheta ressaltou que o fomento descentraliza a cultura para vários pontos da cidade e amplia o acesso da população. A vereadora Majô, presidente da Câmara, reforçou que a economia criativa não é favor: é profissão que precisa de investimento e reconhecimento.
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