Alunos do 1º Ano A da Escola Municipal Maestro Roberto Pereira Panico, na Zona Leste de Londrina, lançaram nesta quarta-feira (23 de setembro) o livro Tartarugas Marinhas – Conhecer para Proteger. A obra traz textos e ilustrações produzidos pelos próprios estudantes a partir de um projeto de pesquisa em sala de aula.
O trabalho nasceu em julho, durante a preparação para a Feira Científica da escola. A turma investigou características, espécies, alimentação e hábitos das tartarugas marinhas. Com tanto material reunido, a professora Bruna Daniella Souza Mattos transformou o conteúdo em um livro de 16 páginas com 140 exemplares impressos.
Como as crianças ainda estão em processo de alfabetização, os textos e desenhos foram construídos em conjunto. A estudante Ana Luz explicou o processo: “A gente foi fazendo um desenho, e a professora foi colocando no computador. Aí, a gente foi falando o texto, e ela foi escrevendo no quadro. Depois ela colocou tudo no livro”.
Noite de autógrafos nesta quarta
O lançamento acontece às 19h no Pátio Cultural da escola, localizado na Avenida Máximo Péres García, 540, Zona Leste de Londrina. A professora destacou o engajamento dos alunos com o tema: “As crianças entram de cabeça no tema. Eles se envolveram muito e ficaram muito felizes com a ideia de fazer um livro”.
Parte dos 140 exemplares será arquivada na biblioteca escolar e encaminhada à Secretaria Municipal de Educação. Outros 40 livros estarão à venda durante a Feira Científica, que acontece no sábado (26 de setembro).
O que é um livro infantil produzido em sala
Um livro feito por estudantes em processo de alfabetização combina pesquisa, criatividade e trabalho coletivo. Nessa faixa etária, professor e alunos trabalham juntos: as crianças pesquisam e imaginam, criam desenhos e narram histórias, enquanto o educador organiza o material e o transforma em formato de livro. É uma forma de validar o aprendizado, tornar o conhecimento tangível e celebrar a construção conjunta.
Projetos assim desenvolvem leitura, escrita, pesquisa e confiança. As crianças entendem que suas ideias têm valor e podem virar algo real — um livro com seus nomes como autores. Além disso, transformar uma pesquisa escolar em publicação amplifica o aprendizado e motiva outros alunos a explorar temas com profundidade.
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