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Londrina reúne famílias do Flores do Campo para conversa sobre frequência escolar

A Secretaria Municipal de Educação reúne nesta quinta-feira (24), às 9h, famílias e equipes pedagógicas de cinco unidades escolares do Flores do Campo para conversas sobre frequência estudantil, cadastro e orientações sobre a rotina escolar. O encontro acontece na rua Christovam Gimenez, 13, na região norte de Londrina.

Participam da atividade cerca de 360 alunos das escolas municipais Professor Moacyr Teixeira, Ruth Lemos e Salim Aboriham; Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Ruth dos Santos Silva; e Centro de Educação Infantil (CEI) Ampas. A Coordenação de Mediação e Ação Intersetorial (Comai), vinculada à Gerência de Educação Especial, organiza o evento.

Foco na evasão e no vínculo familiar

A iniciativa surge diante do alto índice de evasão escolar no bairro, ligado principalmente a questões de vulnerabilidade. Segundo a coordenadora da Comai, Letícia Branco, as faltas escolares fazem parte da realidade dos estudantes do Flores do Campo. Ela aponta que a chuva atrapalha o deslocamento das crianças até o ponto de ônibus, mesmo com transporte oferecido pela rede municipal.

A distância entre as residências e as escolas também dificulta o contato direto entre famílias e instituições. Por isso, a Secretaria levou a atividade até o território, em um espaço acessível a todos, para facilitar o diálogo. “A abordagem visa conscientizar as famílias sobre a importância da frequência escolar na aprendizagem da criança”, explica Branco.

Durante o encontro, o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) Norte falará sobre o acompanhamento que realiza em casos de violação dos direitos de crianças e adolescentes, reforçando a rede de proteção local.

Cadastro de alunos no mesmo espaço

A Secretaria também aproveita a presença dos responsáveis para ampliar o cadastro de alunos, com destaque para o nível P4 da educação infantil. Muitas famílias da região têm acesso limitado aos canais virtuais de cadastro e dificuldade para se deslocar até as unidades. “Dessa forma, é muito importante que os serviços sejam levados aos territórios. O ambiente escolar é muitas vezes o local de segurança alimentar e desenvolvimento das crianças”, afirma Branco.

O modelo de encontro já foi testado em 2025 com duas escolas e apresentou resultados positivos.

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