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Paraná pode ganhar acesso a canetas emagrecedoras pelo SUS

O Ministério da Saúde analisa a possibilidade de oferecer canetas emagrecedoras gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a moradores do Paraná e de todo o Brasil. A decisão, porém, ainda está em fase de estudos e protocolo clínico não foi finalizado. Não há previsão de quando o medicamento chegará às Unidades Básicas de Saúde, farmácias públicas ou hospitais do estado.

O governo federal indicou alguns grupos que estão sendo avaliados para receber o tratamento: pessoas com obesidade na fila para cirurgia bariátrica, pacientes com obesidade associada a problemas cardíacos e mulheres que tiveram câncer de mama. Neste último caso, a pesquisa investiga se controlar a obesidade com o medicamento reduz o risco de retorno da doença. Essas situações, porém, ainda não garantem acesso e seguem sob análise.

O estudo em andamento

O Ministério da Saúde iniciou, em parceria com o Grupo Hospitalar Conceição em Porto Alegre, um estudo chamado Real-Bari que acompanha 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou obesidade associada a outras doenças. O medicamento usado na pesquisa é a semaglutida, substância presente em algumas das canetas conhecidas para tratar a obesidade. O objetivo é entender se o uso supervisionado melhora a saúde dos pacientes e, em alguns casos, evita a necessidade de cirurgia bariátrica. Segundo o Ministério da Saúde, um paciente acompanhado pelo projeto já apresentou perda de peso e mudança de hábitos após iniciar o tratamento.

Quando o medicamento estará disponível

Não há prazo anunciado para a liberação das canetas emagrecedoras no SUS. Caso a incorporação seja formalizada, um protocolo nacional deverá definir quais pacientes terão prioridade, quais exames serão exigidos, como será o encaminhamento e quais profissionais farão o acompanhamento. O acesso não será por pedido direto do paciente, mas dentro de uma linha de cuidado para obesidade, com avaliação e acompanhamento médico contínuo.

A cautela do governo é importante: em setembro de 2025, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar a liraglutida para pacientes com obesidade e diabetes tipo 2. A discussão atual envolve a semaglutida e medicamentos semelhantes, mas segue na fase de elaboração de protocolo.

O que muda para o leitor

Quem busca tratamento para obesidade no Paraná deve continuar procurando a Unidade Básica de Saúde de referência para avaliação da equipe de saúde. O governo reforça que os medicamentos não devem ser tratados como solução estética. A eventual oferta pelo SUS será voltada a pacientes com indicação clínica e dentro de critérios médicos, sempre acompanhados por profissionais, pois o uso sem orientação pode trazer riscos e não substitui cuidados com alimentação, atividade física e outras condições de saúde.

Sobre o tratamento da obesidade no SUS

O SUS mantém atualmente uma linha de cuidado para sobrepeso e obesidade que envolve atenção básica, orientação nutricional, atividade física, acompanhamento especializado e, quando indicado, cirurgia bariátrica. A linha de cuidado é o caminho pelo qual os pacientes devem passar antes de qualquer prescrição de medicamento.

Medicamentos para perda de peso precisam de prescrição individualizada e acompanhamento profissional. A incorporação de qualquer substância ao SUS exige análise técnica de órgãos federais, o que explica por que a disponibilidade leva tempo mesmo após anúncios do governo.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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