O Hospital Cemil, em Umuarama, chegou à marca de mil pacientes beneficiados pelo uso de inteligência artificial na Farmácia Clínica. A tecnologia auxilia na análise de prescrições médicas e na identificação de situações que exigem avaliação mais cuidadosa dos farmacêuticos.
A plataforma, mantida pela NoHarm.ai, integra-se à rotina do setor e cruza informações para priorizar pacientes. Entre os alertas que identifica estão possíveis incompatibilidades entre medicamentos, alterações em exames laboratoriais, doses inadequadas e medicamentos repetidos sem necessidade.
A inteligência artificial funciona como apoio. O farmacêutico continua responsável por avaliar cada caso e tomar as decisões clínicas. A ferramenta apenas direciona a atenção para prescrições que merecem análise mais detalhada.
Como a tecnologia funciona no dia a dia
O coordenador do Serviço de Farmácia, Wolfran Alvarenga, afirma que a plataforma permite aos farmacêuticos focar em pacientes que precisam de atenção especial. “Esse marco valida o nosso esforço diário em unir ciência, tecnologia e humanização. Essa sinergia nos permite transformar a atuação da Farmácia Clínica em um benefício direto, ágil e vital na recuperação de cada paciente que passa por nós”, comenta.
O superintendente do Hospital Cemil, João Jorge Hellú, reforça que novas tecnologias precisam resultar em benefícios reais. “Estar na vanguarda da medicina, incorporando tecnologias que contribuam efetivamente para a qualidade da assistência, sempre foi um diferencial do Hospital Cemil. Mas a inovação precisa chegar até o paciente e resultar em um cuidado cada vez mais seguro e eficiente. Esse reconhecimento mostra que estamos avançando nesse caminho”, afirma. Hellú parabenizou os farmacêuticos e demais profissionais envolvidos.
O papel da tecnologia na farmácia hospitalar
A farmácia clínica atua na interface entre a prescrição médica e o paciente. O farmacêutico analisa se o medicamento é adequado, se a dose corresponde à idade e ao peso do paciente, se há interações com outros remédios em uso, e se alguma alteração nos exames de sangue pede ajustes. Esse trabalho reduz erros e efeitos colaterais graves.
A inteligência artificial acelera essa triagem ao sinalizar automaticamente prescrições suspeitas. Mas continua sendo o profissional quem decide se procede ou não. Dessa forma, a tecnologia economiza tempo sem transferir responsabilidade à máquina. A marca de mil pacientes atendidos pela ferramenta no Hospital Cemil mostra a integração bem-sucedida entre o conhecimento dos profissionais e o suporte tecnológico.
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