O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Foz do Iguaçu intensifica orientações sobre esporotricose após o aumento de registros da doença. Até o final de agosto de 2026, foram notificados 461 casos em animais e 111 em humanos no município. A doença, causada por um fungo, afeta principalmente gatos e pode ser transmitida para pessoas.
A infecção provoca lesões na pele dos animais que não cicatrizam, feridas pelo corpo, além de problemas respiratórios e deformidades no nariz. O contágio entre gatos ocorre durante brigas, quando arranhaduras e mordidas permitem a entrada do fungo. Compartilhamento de objetos, como camas e potes de comida, também transmite a doença. A contaminação em humanos acontece principalmente por arranhaduras e mordidas, mas também através de ferimentos abertos na pele que entram em contato com secreções do animal.
Carlos Santi, médico-veterinário do CCZ, explica que qualquer sinal de lesão exige avaliação rápida. “O morador deve entrar em contato com o CCZ. Nós vamos agendar uma data para atender o animal, seja em domicílio ou no CCZ, sempre mediante prévio agendamento”, afirma. Ele reforça que medicamentos existem, mas a prevenção é mais eficaz: impedir que os gatos saiam para a rua e tenham contato com outros animais.
As adaptações físicas nos imóveis são essenciais. Santi recomenda que os gatos fiquem em ambientes fechados durante todo o tempo ou, à noite, em gatils construídos em casa. “O importante é que o animal não saia para a rua, não fique solto no quintal desassistido ou suba no telhado”, orienta.
Uma moradora da cidade aprendeu na prática os riscos da doença. Ao resgatar um gato com lesão no olho e levá-lo ao veterinário, descobriu esporotricose no animal. Durante o tratamento do pet, contraiu a infecção e precisou de seis meses de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Depois de meses sem resultado, procurou ajuda do CCZ, que realizou atendimento em domicílio e alterou a estratégia de tratamento.
O diagnóstico precoce reduz significativamente o risco de transmissão a outros animais e pessoas. O tratamento só deve começar após consulta com médico-veterinário, seja particular ou do CCZ, pois o uso indiscriminado de medicamentos gera resistência do fungo. Para agendar atendimento, ligue para (45) 2105-8730 ou envie mensagem para (45) 9 9997-4448 (WhatsApp).
O que é esporotricose e como se proteger
A esporotricose é uma zoonose, ou seja, uma doença que passa de animais para humanos e vice-versa. O fungo responsável causa inflamação na pele, gerando feridas que não cicatrizam normalmente. Em gatos, a transmissão acontece principalmente por contato direto durante brigas, mas também pelo compartilhamento de espaços e objetos do dia a dia. Pessoas podem se infectar por arranhaduras, mordidas ou quando o fungo entra através de ferimentos, mesmo pequenos, na pele.
A proteção começa por manter gatos dentro de casa, longe do contato com ruas, quintais e telhados onde encontram outros animais potencialmente infectados. Ao lidar com gatos ou seus pertences, especialmente se apresentarem lesões, o uso de luvas é recomendado. Evitar levar as mãos aos olhos e boca após o contato com o animal também reduz o risco. Se um pet apresentar feridas ou sinais respiratórios incomuns, a procura imediata por atendimento veterinário é fundamental: quanto mais cedo o diagnóstico, menor a chance de propagação da doença.
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