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Curitiba discute modelo de cidade mais próxima com viagens 13 minutos mais curtas que a média

O tempo que um curitibano passa dentro de um ônibus ou metrô para se deslocar até o trabalho, comércio ou lazer é menor do que a média das grandes cidades brasileiras. De acordo com levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), realizado em parceria com o Ministério das Cidades, uma viagem no transporte coletivo de Curitiba leva em média 49 minutos. Isso coloca a capital 13,7 minutos abaixo do tempo médio de 62,7 minutos observado nas 21 regiões metropolitanas analisadas no estudo.

O dado reforça uma discussão internacional sobre como planejar cidades onde moradia, trabalho, compras, educação e lazer fiquem mais próximos um do outro. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estuda esse modelo chamado de “cidade de 15 minutos”, que busca reduzir deslocamentos longos e melhorar a qualidade de vida urbana. A ideia não é que tudo fique literalmente a 15 minutos de casa, mas sim que planejamento e proximidade sejam prioridades na organização do espaço.

O exemplo do Neoville

Na Zona Sul de Curitiba, o bairro Neoville funciona como um laboratório desse conceito. Com aproximadamente 1 milhão de metros quadrados, a região nasceu de um projeto de ocupação planejada que integrou infraestrutura, organização viária e espaços verdes. O planejamento inclui ruas ortogonais, um bosque nativo de cerca de 236 mil metros quadrados e um parque linear de aproximadamente 65 mil metros quadrados.

Segundo a Prefeitura de Curitiba, o Neoville se tornou o principal eixo de desenvolvimento imobiliário da Zona Sul. Conectado pela Rua Pedro Gusso e pela Avenida das Indústrias, o bairro concentra diferentes empreendimentos e serviços que surgiram gradualmente ao longo dos anos. Esse processo de ocupação contínua reforça a dinâmica de proximidade: novos moradores, comércios e atividades se integram ao endereço, criando uma comunidade com identidade própria.

Quando a localização determina as escolhas

O advogado e empresário Symon John Alexandre mudou para o Neoville há cerca de 15 anos buscando justamente aquilo que a “cidade de 15 minutos” promove. Ele procurava um lugar planejado, seguro e com infraestrutura próxima para não depender de longos deslocamentos diários. Comprou um lote no condomínio Plaza Valverde e construiu a casa onde vive com a família.

A relação com a região foi além da moradia inicial. Symon integra o conselho de moradores do Plaza Valverde e recomendou o bairro a amigos que também se mudaram para lá. Posteriormente, adquiriu um lote no Paseo Santiago, condomínio de alto padrão lançado em 2024 que prepara a entrega dos lotes aos primeiros moradores. Segundo ele, a decisão de investir novamente no Neoville vem da confiança na infraestrutura e no desenvolvimento que acompanha de perto.

Para a diretora-presidente da Canet Júnior, empresa responsável pelo desenvolvimento imobiliário do Neoville, essa mudança no pensamento urbano reflete como as pessoas escolhem onde morar. A transformação gradual da região, com diferentes usos comerciais e residenciais se complementando, cria um ambiente onde a qualidade de vida está ligada à capacidade de viver o cotidiano sem grandes deslocamentos.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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