HomePato BrancoPolícia Militar intensifica fiscalização de medidas protetivas a mulheres no Paraná

Polícia Militar intensifica fiscalização de medidas protetivas a mulheres no Paraná

A Polícia Militar do Paraná iniciou um mutirão estadual nesta terça-feira (15) para fiscalizar as medidas protetivas concedidas a mulheres vítimas de violência doméstica. A ação, coordenada pela Patrulha Maria da Penha, funciona simultaneamente em diferentes regiões do Estado com visitas às residências das vítimas, verificação do cumprimento das determinações judiciais e identificação de possíveis riscos.

Durante as visitas, os policiais orientam as mulheres sobre os canais de atendimento e os serviços disponíveis na rede de proteção. O trabalho utiliza informações compartilhadas entre a Polícia Militar, o Poder Judiciário e a Polícia Civil do Paraná, que coordenam as ações em todo o Estado.

Segundo a major Carolina Zancan, chefe da Coordenadoria da Patrulha Maria da Penha, o acompanhamento direto permite identificar situações de risco que não chegam espontaneamente aos órgãos de segurança. “A visita preventiva permite que a equipe tenha contato direto com a mulher e perceba situações que nem sempre chegam até os serviços de segurança. É uma forma de acompanhar o cumprimento da medida e agir antes que uma situação de violência se agrave”, explicou.

Números de ações preventivas em sete meses

Entre janeiro e julho de 2026, a Polícia Militar realizou 47.308 visitas preventivas individuais em 372 municípios do Paraná. No mesmo período, foram promovidas 3.138 ações preventivas coletivas em 355 municípios paranaenses.

As atividades incluíram 1.569 palestras que alcançaram pelo menos 116.023 pessoas, 1.069 outras ações e 500 reuniões de rede. Os policiais participam de capacitações periódicas com foco no atendimento humanizado e no encaminhamento das mulheres aos serviços especializados em violência doméstica.

Como proceder em caso de descumprimento

Se houver descumprimento de uma medida protetiva ou qualquer situação de risco, a orientação é contactar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190 ou procurar uma equipe policial. As vítimas também podem recorrer aos demais órgãos da rede de proteção à violência doméstica.

A comunicação rápida permite que as equipes intervenham diante da violação da medida judicial e adotem as providências necessárias para preservar a segurança da vítima.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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