A Universidade Estadual de Maringá adiou o debate que abordaria o avanço da extrema direita na América Latina e no Brasil, agendado para a noite de 11 de setembro no câmpus. A decisão ocorreu por causa das previsões de tempestades e condições meteorológicas adversas para o período noturno.
O evento, que homenagearia os 53 anos do golpe militar no Chile, era organizado pelo Departamento de Ciências Sociais (DCS) da UEM, por meio do Espaço Marx, e pelo Instituto Paranaense de Estudos Geográficos, Econômicos, Sociais e Políticos (Ipegesp). Ambas as instituições analisam uma nova data para realização do debate.
Por recomendação da Reitoria, as aulas presenciais daquela noite foram dispensadas e as atividades acadêmicas foram orientadas a acontecer de forma remota, como medida de segurança para estudantes, docentes e comunidade universitária.
Tradição de reflexão histórica
Os debates sobre 11 de setembro de 1973 no Chile já são recorrentes na UEM. Os encontros contam regularmente com a participação de pessoas que viveram o período do regime militar chileno, permitindo uma discussão baseada em experiências diretas e análises acadêmicas sobre aquele momento da história.
Esses espaços de diálogo reafirmam o compromisso da universidade em promover reflexão crítica sobre acontecimentos que marcaram a política latino-americana e suas repercussões nos contextos atuais de debate democrático.
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