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Medicina chega à Unespar em 2027 e amplia parceria de 44 anos com Santa Casa

A Universidade Estadual do Paraná (Unespar) em Paranavaí vai oferecer o curso de Medicina a partir de 2027, marcando uma nova etapa da parceria com o Hospital Santa Casa. A relação entre as duas instituições existe desde 1982, quando a universidade ainda era chamada Fafipa e implantou o Curso de Enfermagem.

Ao longo de mais de quatro décadas, a colaboração evoluiu para incluir estágios de alunos, residências médicas e produção científica. Segundo Jorge Pelisson, diretor técnico da Santa Casa, o trabalho conjunto sempre funcionou sem problemas. “Foi sempre uma parceria harmoniosa, bem tranquila. A Unespar não nos dá trabalho, ao contrário, nos ajuda”, afirmou.

Como funciona a parceria atual

Os acadêmicos da Unespar realizam estágios dentro do hospital sob supervisão direta de professores, passando por diferentes setores. A universidade também colabora na produção de trabalhos científicos relacionados ao programa de residência médica da Santa Casa. Pelisson descreveu a relação como “uma simbiose muito positiva”.

A preparação para receber os futuros estudantes de Medicina já envolve discussões entre as duas instituições. Nos dois primeiros anos do curso, os alunos permanecerão principalmente nas estruturas da universidade. A partir do terceiro ano, a presença deles será ampliada dentro da Santa Casa.

Estrutura para receber estudantes de Medicina

Uma questão central nas negociações é como integrar o curso à Santa Casa sem transformar formalmente o hospital em uma instituição pública universitária. Paranavaí não possui um Hospital Universitário, então as duas instituições planeiam visitar outras universidades com cursos de Medicina que também trabalham com hospitais não universitários para estudar modelos de funcionamento.

Pelisson resumiu a situação: “Fatalmente a Santa Casa vai ser um Hospital Universitário. Não sei se vai receber esse nome, provavelmente não. Pode não ter a denominação, mas vai ter a vocação”. Ele também espera que o novo curso estimule médicos do hospital a buscarem qualificação maior para se tornarem docentes universitários.

A expectativa é que a integração amplie o ensino, a pesquisa e a assistência. Para Pelisson, o principal impacto deve ser sentido pela população, com “melhor assistência, humanização e resolutividade das doenças”.

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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