O El Niño previsto para o segundo semestre traz consigo um alerta para a saúde respiratória no Sul do Brasil. Com chuvas acima da média esperadas em setembro segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a combinação de frio, umidade e ambientes fechados cria condições ideais para a proliferação de fungos e circulação de vírus.
De acordo com especialistas, o maior risco não vem do frio em si, mas dos hábitos que adotamos nessa época. Manter portas e janelas fechadas por longos períodos concentra agentes infecciosos dentro de casa e favorece a transmissão de doenças respiratórias. As baixas temperaturas também reduzem a temperatura nas vias aéreas, prejudicando os mecanismos naturais de defesa do corpo.
Como reduzir o risco dentro de casa
A ventilação é a medida mais importante. Ao retornar para uma casa que ficou fechada por vários dias, abra portas e janelas para renovar o ar. Verifique paredes e locais com maior umidade em busca de mofo. Cobertores, cortinas e outros tecidos devem ser lavados e secos, preferencialmente ao sol.
A higiene dos ambientes também protege. Limpe regularmente superfícies e tecidos e mantenha os cômodos ventilados. Essas ações simples reduzem significativamente a presença de agentes causadores de doenças respiratórias.
Quando procurar um médico
Espirros, coriza, chiado no peito ou tosse que dura mais de três semanas indicam a necessidade de avaliação médica. Falta de ar aguda acompanhada de dificuldade para respirar exige atendimento de emergência imediato.
Para sintomas leves, a telemedicina oferece uma alternativa prática. Consultas por vídeo permitem avaliação e acompanhamento sem necessidade de deslocamento, reduzindo também a exposição a outros vírus. Porém, sintomas intensos, persistentes ou que indiquem piora do quadro exigem avaliação presencial para diagnóstico adequado e tratamento seguro.
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