Cascavel sedia até segunda-feira (7) um torneio internacional de xadrez que reúne cerca de 120 jogadores de diferentes idades e regiões. A competição traz enxadristas do Brasil, Paraguai e Argentina, com representantes de aproximadamente 40 cidades brasileiras.
O evento começou nesta sexta-feira (4) e é organizado pelo Centro de Excelência de Xadrez, com apoio da Prefeitura de Cascavel por meio da Semel (Secretaria de Esporte e Lazer) e do Governo do Estado através da Secretaria de Turismo. As partidas acontecem na Associação Atlética Comercial, em Cascavel.
Participantes de destaque
Entre os jogadores estão nomes como José Cubas, campeão olímpico pelo Paraguai; Lítio Dias Delgado, atual campeão pan-americano na categoria sênior (acima de 65 anos); e Jaime Sunye, sete vezes campeão brasileiro, campeão sul-americano e pan-americano, além de jogador olímpico diversas vezes. A competição também conta com campeões brasileiros nas categorias sub-8 e sub-15, vice-campeão catarinense e a equipe de São José dos Pinhais, nove vezes campeã paranaense.
A faixa etária dos participantes varia de 6 a 73 anos. Segundo o diretor do Centro de Excelência de Xadrez, César Alberto Souza, o torneio oferece premiação para jogadores com deficiência visual e auditiva, reforçando o caráter inclusivo da competição.
O xadrez como ferramenta de aprendizado
Jaime Sunye destacou como o xadrez desenvolve a capacidade de tomar decisões. “Você está ali sozinho e precisa tomar decisões. Essa é uma das coisas mais ricas do xadrez”, afirmou o jogador, que conquistou uma medalha de ouro em 1992 e venceu 30 torneios internacionais.
Durante uma partida, o enxadrista analisa possibilidades, calcula jogadas e escolhe o melhor caminho entre as alternativas disponíveis. Segundo Sunye, essa característica torna o xadrez especialmente valioso para a educação, pois exige resolver problemas baseados em possibilidades reais.
Maicon Luiz Wathier, presidente da Associação de Xadrez Serpentes do Oeste, ressaltou as lições que o esporte transmite além da estratégia. “Quem ganha aprende a respeitar o vencedor, e quem perde aprende que precisará se recuperar para a próxima partida. O xadrez ensina tanto quem ganha quanto quem perde”, comentou.
O torneio integra o Festival de Xadrez do Paraná, um circuito de competições que já realizou etapas em Caiobá e na região da fronteira.
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