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Maringá abre série de cinco encontros para formar servidores contra o racismo

Maringá começou quinta-feira, 6 de agosto, uma iniciativa para treinar servidores públicos a reconhecer e combater o racismo nas políticas municipais. O ‘Pacto: Maringá por um Viver Antirracista’ arrancou no Auditório Hélio Moreira com lotação máxima e oferece um curso de letramento racial, termo que significa aprender como o racismo funciona na prática e nas instituições.

O projeto é da Secretaria de Juventude, Cidadania e Migrantes (Sejuc) e conta com dinheiro de um fundo estadual. Servidores de Educação, Saúde e Recursos Humanos vão participar das cinco etapas planejadas para este ano. A ideia é expandir a formação até 2027 com novos parceiros do setor privado e movimentos sociais.

Como funciona o treinamento

Cada encontro trata de políticas antirracismo na prática, como reserva de vagas em concursos, orçamento dedicado e diversidade nas áreas que tomam decisão. O palestrante principal é o professor Delton Felipe, doutor em História da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que defende que cidades só funcionam bem quando servem igualmente a todos, sem barreiras de raça no acesso a serviços públicos.

Sandra Franchini, secretária da pasta responsável, ressaltou que o conhecimento só vale se vira ação concreta. Ela pediu que cada participante saia do curso comprometido a aplicar o aprendizado no dia a dia, seja em educação, saúde ou gestão de pessoas. A superintendente Ana Paula Volpato completou que o próximo passo é formar multiplicadores, pessoas que levem o aprendizado a outras instituições e à sociedade.

Desafios que o pacto enfrenta

Odília Barbosa, gerente de promoção da igualdade racial, alertou que racismo ainda fecha portas em educação, saúde, emprego, cultura e segurança. Por isso o poder público precisa de orçamento específico e planejamento real para enfrentar o problema. Sem dinheiro, nenhuma política antirracismo sai do papel.

Maringá já tem histórico nessa luta. O Festival Afro-Brasileiro da cidade virou referência nacional como boa prática de combate ao racismo. O pacto também vai incluir o primeiro Fórum das Religiões de Matriz Africana, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e o ‘Chá das Pretas’, encontro com mulheres negras dos bairros Requião e Branca Vieira atendidas pelos Cras, os centros de referência de assistência social.

Serviço

  • O quê: Curso de Letramento Racial do ‘Pacto: Maringá por um Viver Antirracista’
  • Quando: Cinco etapas ao longo de 2026
  • Para quem: Servidores públicos de Educação, Saúde e Recursos Humanos e representantes da sociedade civil
  • Informações: Secretaria de Juventude, Cidadania e Migrantes
  • Site: https://www.maringa.pr.gov.br

Redação Tudo Acontece Aqui·Expediente·Correções

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