O Paraná conquistou o primeiro lugar no ranking nacional do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) pela terceira edição seguida. O resultado, divulgado quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, coloca o estado na liderança em todas as etapas da educação básica avaliadas.
Na etapa mais desafiadora, o ensino médio, o Paraná alcançou nota 5,1. É o único estado brasileiro acima da marca de cinco pontos. O resultado deixa atrás Piauí (5,0), Espírito Santo e Rio Grande do Sul (4,9). A média nacional ficou em 4,5. Nos anos finais do fundamental, a nota foi 5,8, a maior do país. Nos anos iniciais, a rede pública paranaense marcou 6,9, também melhor do Brasil.
Crescimento em matemática e português
Entre 2023 e 2025, a proficiência em matemática dos estudantes da rede estadual cresceu 10,70 pontos nos anos finais do fundamental, saindo de 264,55 para 275,25. Foi o quarto maior avanço do Brasil. No ensino médio, o crescimento foi de 10,61 pontos, passando de 278,04 para 288,65, o segundo melhor do país. Em língua portuguesa, o aumento chegou a 7,98 pontos nos anos finais e 8,48 pontos no ensino médio.
Os avanços refletem ações diretas para recuperar a aprendizagem. Em 2025, o Governo do Paraná implantou o Programa de Recomposição da Aprendizagem, que oferece duas aulas semanais extras de português e matemática para estudantes do 9º ano do fundamental e da 3ª série do ensino médio. Cada turma tem dois professores na sala, planejamento específico e avaliações periódicas. No primeiro ano, mais de 251 mil estudantes foram atendidos.
Rede pública fica mais próxima da privada
A diferença entre o desempenho da rede pública e da privada encolheu. Nos anos iniciais do fundamental, a distância caiu de 1,1 ponto para 0,5 ponto entre 2023 e 2025. No ensino médio, passou de 1,2 para 0,8 ponto. Isso mostra que a rede pública avançou em ritmo superior ao da rede privada. O Programa de Recomposição também implantou a dupla docência em sala, organizando estudantes por níveis de aprendizagem para atendimento mais direcionado a cada grupo. Os resultados parciais do programa já mostraram redução do percentual de alunos abaixo do nível básico e ampliação dos classificados nos níveis adequado e avançado.
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