Londrina conseguiu reduzir em 72,96% os casos confirmados de dengue em 2026 comparado ao mesmo período do ano anterior. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, até a semana epidemiológica 44, foram registrados 1.342 casos confirmados da doença, contra 4.965 no mesmo período de 2025.
O município, porém, contabiliza dois óbitos confirmados por dengue em 2026, enquanto 2025 registrou nove mortes. Do total de notificações este ano — 12.756 —, 10.909 foram descartadas e 505 seguem em análise.
A curva epidemiológica mostra controle especialmente entre as semanas 11 e 19, período de maior risco. Em 2025, os picos semanais ultrapassavam 300 a 360 casos confirmados; em 2026, não passaram de 100. Desde a semana epidemiológica 23, houve queda consistente, com as semanas 43 e 44 sem novos registros confirmados.
Vigilância reforça alerta para o verão
A Vigilância Ambiental alerta que as condições climáticas do verão favorecem a proliferação do Aedes aegypti. Segundo Nino Ribas, gerente de Vigilância Ambiental, “embora a incidência da doença em humanos siga controlada, as oscilações de temperatura e precipitação elevam o risco de proliferação do mosquito transmissor. Por isso, precisamos manter rigorosamente o estado de alerta para conter a reprodução do Aedes aegypti e prevenir a circulação viral com a chegada do verão”.
Para manter os índices sob controle, a Secretaria Municipal de Saúde planeja expansão da Fase 2 do Projeto Wolbachia, com liberação programada de mosquitos Aedes aegypti contendo a bactéria Wolbachia em novas áreas urbanas. A estratégia será acompanhada por ações educativas em escolas municipais e estaduais.
Novas tecnologias e operações no terreno
O município investirá em inseticida biológico BTI e inseticida residual aplicado por bombas costais em escolas e Unidades Básicas de Saúde. Drones serão usados para identificar e tratar criadouros em áreas de difícil acesso.
Também estão previstas varreduras estratégicas e bloqueios vetoriais em bairros periféricos e distritos rurais, seguindo modelo já aplicado no distrito de Paiquerê. O monitoramento com ovitrampas — armadilhas que identificam a presença e densidade populacional do mosquito — será fortalecido, com dados cruzados em tempo real em um painel de Business Intelligence para direcionar equipes.
Fiscalizações quinzenais ocorrerão em pontos estratégicos como cemitérios, ferros-velhos, recicladoras e depósitos de resíduos. Também haverá intervenções em imóveis críticos e residências de acumuladores, com remoção de materiais que possam servir de criadouros.
A Saúde reforça que eliminar recipientes com água parada continua sendo a principal medida para impedir a reprodução do Aedes aegypti. A manutenção dos cuidados domésticos será decisiva para preservar os resultados de 2026 durante o período de maior circulação do mosquito.
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