HomeMaringáNovo teste de HPV chega às unidades básicas de saúde de Maringá

Novo teste de HPV chega às unidades básicas de saúde de Maringá

Profissionais das Unidades Básicas de Saúde de Maringá participaram de uma capacitação, na sexta-feira 23, para começar a usar o teste molecular de DNA-HPV na prevenção do câncer do colo do útero. O treinamento funcionou em dois períodos no Auditório Hélio Moreira.

O município recebeu 758 testes do Ministério da Saúde, que começam a ser utilizados nas unidades após a capacitação. O novo método substitui gradualmente o Papanicolau como principal forma de rastreamento da doença.

Como funciona o novo exame

O teste molecular identifica 14 tipos de HPV de alto risco ligados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. Diferente do Papanicolau, que detecta alterações já presentes nas células, o teste encontra o vírus antes que essas mudanças aconteçam. O rastreamento é prioridade para mulheres entre 30 e 49 anos que nunca fizeram o exame ou estão com o preventivo em atraso. Quando o resultado é negativo, o intervalo para a próxima avaliação pode chegar a cinco anos.

O Papanicolau continua sendo realizado, mas com função complementar. Será indicado em casos específicos, como na investigação de determinados resultados positivos para HPV. A coleta do material para o teste molecular segue sendo feita, preferencialmente, por profissionais de saúde. A autocoleta será uma alternativa para mulheres que enfrentam dificuldades de acesso ou resistência ao procedimento convencional.

Evolução no acompanhamento

Márcia Consolaro, professora de citologia da Universidade Estadual de Maringá e palestrante da capacitação, participou da elaboração das novas diretrizes nacionais de rastreamento do câncer do colo do útero. Desde 2013, Maringá participa de estudos sobre autocoleta que ajudaram a desenvolver novas estratégias de prevenção. “O teste molecular é mais sensível e permite acompanhar as pacientes de forma organizada, com convocações periódicas para os exames. Agora vamos à raiz do problema”, afirma.

Gabriela Blinda, enfermeira da UBS Parigot de Souza, destaca o impacto da capacitação: “Vamos conseguir identificar os riscos mais cedo e orientar melhor as mulheres sobre a importância da prevenção.”

O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, reforça que a capacitação das equipes é essencial para a implantação gradual do novo exame. “Com profissionais capacitados, poderemos ampliar o acesso ao rastreamento, orientar melhor as pacientes e fortalecer o acompanhamento na atenção básica”, afirma.

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