Curitiba começou a fazer triagem no Base (Bem-estar, Apoio, Solidariedade e Emprego) para encaminhar pessoas em situação de rua para comunidades terapêuticas. Em pouco mais de um mês de funcionamento, 31 das 46 pessoas atendidas foram encaminhadas para tratamento voluntário da dependência química.
A triagem funciona às quartas-feiras pela manhã, quando equipes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDH) se deslocam para o Base. Nesse período, comparecem entre 6 e 7 pessoas por semana. O atendimento oferece alimentação gratuita, avaliação social, oportunidades de emprego e atenção à saúde no mesmo local, segundo a prefeitura.
Antes do encaminhamento às Comunidades Terapêuticas Acolhedoras (CTA), os candidatos passam por testes rápidos de sífilis, hepatite, HIV e tuberculose realizados por equipes do Consultório na Rua, da Secretaria Municipal da Saúde. Após resultado negativo, a SMDH localiza as vagas e faz o encaminhamento. O tempo médio entre o pedido e a obtenção de vaga é de cinco dias.
Quem é atendido
O serviço recebe homens e mulheres entre 18 e 59 anos. Das 31 pessoas já encaminhadas para CTAs, quatro são mulheres. O grupo beneficiado tem idade entre 20 e 60 anos e busca tratar dependência de álcool, crack e outras substâncias. Cinco pessoas continuam aguardando vaga ou passando por regularização de documentação.
Dez das 46 pessoas atendidas desistiram de prosseguir no acompanhamento. A procura pelo serviço é espontânea e voluntária, assim como a permanência no processo de busca por vagas.
Paralelo com outro atendimento
Curitiba também realiza triagem para encaminhamento às CTAs no Centro Intersetorial de Atendimento à População em Situação de Rua, próximo à Rodoferroviária e mantido pela Fundação de Ação Social (FAS). Naquele local, o atendimento acontece duas vezes por semana e registra entre 30 e 40 encaminhamentos por semana para comunidades terapêuticas.
Neste ano, até setembro, 368 pessoas interessadas em tratar a dependência química haviam passado por avaliação nos dois pontos e foram encaminhadas às CTAs. As avaliações continuam sendo realizadas por iniciativa voluntária de quem busca o serviço.
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