Um arco luminoso gigante formou-se ao redor do Sol e chamou a atenção de moradores em todo o Paraná no dia 17 de outubro. O fenômeno, conhecido como halo solar, é um efeito óptico natural que ocorre quando a luz solar passa por nuvens muito altas e finas.
A formação acontece quando os raios solares atravessam nuvens chamadas cirrostratus, que contêm milhões de pequenos cristais de gelo com formato hexagonal. Esses cristais funcionam como minúsculos prismas, refratando e refletindo a luz e decompondo os raios nas cores visíveis do arco.
Cores variam conforme a estrutura do gelo
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) explicou que a variação de cor do halo — que pode ir de colorido a quase totalmente branco — depende de como a luz interage com os cristais de gelo e do tamanho e orientação deles na atmosfera.
A sabedoria popular associa o arco à chegada imediata de tempestades, mas meteorologistas apontam que o fenômeno é um indicador de boa umidade nas camadas altas da atmosfera. “É uma forma muito primitiva de prever a chuva. Geralmente, no final ou no começo de uma temporada chuvosa, os halos se tornam bastante comuns”, explicou o meteorologista Werton Costa.
Embora não seja raro, a combinação de fatores necessários para o surgimento torna o arco um evento fascinante nas cidades.
Nenhum risco físico, mas cuidado com os olhos
O halo solar não representa perigo para o ambiente. O acontecimento é puramente atmosférico e óptico, sem emitir radiações nocivas adicionais nem interferir na temperatura terrestre.
Porém, o principal cuidado envolve a proteção da visão humana. Olhar diretamente para o Sol, mesmo quando parcialmente encoberto pelas nuvens ou pelo anel de luz, pode causar danos irreversíveis às retinas. Para admirar o arco com segurança, deve-se usar óculos escuros com proteção UV certificada e evitar câmeras, binóculos ou telescópios sem filtros solares.
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