Pato Branco pode ganhar a primeira estação da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC) do Sudoeste do Paraná. Chamada de Estação PATO, o projeto é desenvolvido pela UTFPR em parceria com o IBGE e a Prefeitura, e será instalada no aeroporto municipal.
A iniciativa fornecerá correções gratuitas de posicionamento por satélite para cerca de 24 municípios do Paraná e de Santa Catarina. O projeto foi apresentado em 6 de outubro à diretoria da Associação Empresarial de Pato Branco (ACEPB) pelo engenheiro cartógrafo João Pedro Dutra, coordenador da iniciativa. A ACEPB anunciou apoio à implantação.
Quanto custa e quando sai do papel
Para entrar em funcionamento, a estação precisa de R$ 300 mil. O valor será investido na compra de um receptor geodésico Leica GR50 Highline e de uma antena Leica AR20, equipamentos fabricados na Suíça e disponíveis na filial da fabricante em Curitiba.
Empresas, cooperativas e instituições que doarem ao projeto receberão visibilidade institucional associada à estação. A Prefeitura vai ceder o espaço no aeroporto e fornecer energia, internet e a base de concreto. A UTFPR Câmpus Pato Branco será proprietária dos equipamentos e operará a estação em conjunto com o IBGE.
Quem ganha com isso
Na agricultura de precisão, as correções reduzem falhas e sobreposições no plantio, pulverização e aplicação de fertilizantes, economizando insumos, sementes, defensivos e combustível. Na engenharia, a estação vai dar mais rapidez e segurança a levantamentos topográficos, projetos e locação de obras, reduzindo retrabalho em trabalhos públicos e privados.
Os dados também apoiarão estudos atmosféricos para previsão do tempo, monitoramento ambiental e ações da Defesa Civil em desastres naturais. A tecnologia poderá ser usada ainda em futuras rotas e aproximações da aviação civil.
Como funciona o posicionamento por satélite
Uma estação RBMC capta sinais de sistemas de navegação por satélite e gera dados para determinar coordenadas com alta exatidão. A rede é coordenada pelo IBGE e monitora quatro sistemas globais: GPS (Estados Unidos), GLONASS (Rússia), Galileo (União Europeia) e BeiDou (China).
Um receptor comum, como o de um celular, tem margem de erro de vários metros. A estação fica em um ponto com coordenadas precisas e calcula, em tempo real, a diferença entre a posição real e a indicada pelos satélites. Essa diferença vira uma correção, enviada pela internet aos usuários. Com a Estação PATO, as correções terão precisão inferior a três centímetros em um raio de aproximadamente 50 quilômetros.
O Sudoeste do Paraná está fora da área de cobertura adequada da rede atualmente. Sem uma base local, os serviços de alta precisão ficam mais caros e dependem de empresas privadas.
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