A Universidade Estadual de Maringá (UEM) marca presença na 13ª Festa Literária Internacional de Maringá (Flim) com atividades que conectam estudantes e comunidade em torno de literatura, artes e audiovisual. O estande da instituição recebeu cerca de mil visitantes e a expectativa é alcançar entre 2 mil e 2,5 mil pessoas até o encerramento do evento, segundo o diretor de Cultura da Universidade, André Luis Rosa.
A programação gratuita da UEM contempla iniciativas do curso de Letras, da Editora da Universidade Estadual de Maringá (Eduem), além de projetos de artes, comunicação, biologia e educação física. Para a reitora Gisele Mendes de Carvalho, a participação amplia o acesso à cultura. “Essa democratização da ciência, da cultura, possibilita que a cultura chegue a mais pessoas, e esse é um papel da universidade”, afirma.
Aprendizado fora da sala de aula
Estudantes de Letras acompanham debates, conhecem escritores e entram em contato com produções literárias independentes, nacionais, internacionais e paranaenses. Neil Franco, professor do Departamento de Teorias Linguísticas e Literárias (DTL), participa da festa desde 2018 e incentiva os acadêmicos na experiência. “A gente sempre incentiva que eles venham para uma formação para além da sala de aula”, diz.
O projeto de ensino O Consoante, estruturado como um jornal-laboratório e vinculado ao DTL, transforma a experiência literária em exercício de produção jornalística. Estudantes acompanham a programação, entrevistam escritores e visitantes e produzem notícias sobre a festa. Luísa Thomasi, estudante de Letras e integrante do projeto há quatro anos, destaca o envolvimento especial dos acadêmicos dos primeiros anos na cobertura do evento.
Produções audiovisuais ganham visibilidade
Uma parceria entre o Cine UEM, o Centro Acadêmico de Comunicação e Multimeios (Caco), a Diretoria de Cultura (DCU) e o projeto Imaginários em Movimento possibilitou a exibição de produções audiovisuais durante a festa. Fernanda Souza Camurci, estudante de Comunicação e Multimeios, destaca a importância de apresentar trabalhos desenvolvidos no ambiente acadêmico para a comunidade.
Felipe Fernandes, também do curso de Comunicação, apresentou o filme Ameaça Invisível e acompanhou as reações dos espectadores. “Ver o pessoal assistindo atento e depois debatendo sobre um projeto que eu despejei tanto carinho e amor é o tipo de experiência que faz a vida valer a pena”, relata.
A 13ª Flim encerra neste domingo (20 de outubro) na Travessa Jorge Amado. A festa é promovida pela Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Cultura, e tem como tema “A América é Nossa”, com reflexões sobre memória, diversidade cultural e identidades latino-americanas.
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