Guaratuba espera pela liberação do edital de licitação para dar início às obras do novo hospital municipal, orçado em R$ 47,4 milhões. O convênio com o Governo do Paraná foi assinado no início de outubro, mas a construção ainda depende dessa etapa para sair do papel.
A cidade precisa reforçar a capacidade de atendimento, especialmente durante a temporada de verão, quando o fluxo de turistas e visitantes aumenta significativamente. Atualmente, o pronto-socorro municipal usa uma tenda para ampliar o espaço nos meses de maior movimento.
O que o novo hospital oferecerá
A nova unidade terá 93 leitos, sendo dez de UTI adulta, além de três salas cirúrgicas e equipamentos de diagnóstico por imagem — tomógrafo e raio-X. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a capacidade mensal será de 300 internações, cinco mil consultas ambulatoriais, dois mil exames e 180 procedimentos cirúrgicos.
O prédio ocupará aproximadamente 6,3 mil metros quadrados na área do atual Pronto Atendimento Municipal, no bairro Cohapar, e incluirá a reforma de 200 metros quadrados da estrutura existente. A unidade também integrará o programa Opera Paraná, voltado a cirurgias eletivas.
Financiamento e localização
O investimento total é de R$ 47,4 milhões: R$ 46,51 milhões vêm do Governo do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, e R$ 949,2 mil de contrapartida do município.
A construção integra a estratégia estadual de regionalização da saúde no Litoral. Há anos, os sete municípios da região contavam apenas com o Hospital Regional do Litoral como referência. Matinhos também recebe uma unidade hospitalar dentro desse plano de expansão.
Demanda atual e expectativas
Moradores relatam que o atendimento no pronto-socorro é positivo, mas apontam dificuldades com especialidades. Andrea Ramos, técnica de enfermagem, destaca que “o atendimento aqui é individualizado” e que a unidade consegue dobrar a capacidade no verão com a tenda. Porém, ela aponta a demora nos encaminhamentos pela Central de Leitos do Estado como um obstáculo para pacientes que precisam de atendimento especializado, às vezes forçando buscas em outras cidades.
Moradores como Oswaldo e Vera Toledo sugerem a instalação de uma UTI móvel enquanto o hospital não fica pronto, medida que não foi anunciada como parte do projeto.
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