A Defesa Civil de Toledo monitora 16 pessoas afetadas pelo alagamento na Linha Santa Inês após chuvas que deixaram a região com dificuldades de acesso. O Corpo de Bombeiros vistoriou o local na quarta-feira (14) e constatou que o trajeto até as residências só é possível a pé em determinados trechos.
Segundo levantamento das equipes, os moradores não quiseram deixar os imóveis. A Secretaria de Assistência Social foi mobilizada para providenciar suprimentos e abrigo temporário, caso necessário, mas até o momento não houve remoção de famílias.
O morador Antônio Nepomuceno relata que a água persiste há cerca de uma semana e continua aumentando. Em um dos pontos, o nível atingiu entre 1,4 metro e 1,5 metro de altura. O acesso à residência está comprometido: veículos e motocicletas não conseguem passar, e o deslocamento só ocorre a pé.
A inundação também afeta os animais da propriedade. As áreas de pastagem ficaram cobertas pela água, impossibilitando a alimentação natural do rebanho. Antônio explica que, em algumas ocasiões, é necessário levar feno aos animais, deixando o veículo estacionado em um trecho não alagado e completando o trajeto a pé.
Preocupações e monitoramento contínuo
“Eu tô preocupado por causa da família. Como tem bastante animais aí também, é muito preocupante isso aí”, relata Antônio sobre a situação nas propriedades. Além das dificuldades de acesso, as condições de segurança e a disponibilidade de recursos para os animais são pontos de inquietação.
O Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Secretaria de Assistência Social permanecerão em alerta, acompanhando o nível da água e as condições das famílias. As equipes estão disponíveis para atender solicitações de resgate, fornecimento de suprimentos ou acolhimento temporário, conforme necessário.
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